quarta-feira, novembro 30, 2005
Sonetinhu
Soneto da Mangüaça
[dedicado ao Grande Lelê, mais conhecido como Tiozão do Napalm Death]
Ó álcool que entorpece e me alivia
Das amarguras da vida vadia
Até bebo de forma tumular
Meus vermes que bebem em seu lar!
Tu tens cachaça não precisas de ar!
Tu tens mangüaça esqueças de respirar!
Se esqueceres o nome no outro dia
Não ligues, pois ela era uma vadia
Não que as vadias não tenham seu valor!
Eu sei, elas são princesas do amor
Rainhas do prazer que amam beber
Bebem tanto! Não ligam de meter
Desculpem-me as palavras de horror
O álcool é meu, e cada um tem seu amor!
Sonetinhu
Soneto da Mangüaça
[dedicado ao Grande Lelê, mais conhecido como Tiozão do Napalm Death]
Ó álcool que entorpece e me alivia
Das amarguras da vida vadia
Até bebo de forma tumular
Meus vermes que bebem em seu lar!
Tu tens cachaça não precisas de ar!
Tu tens mangüaça esqueças de respirar!
Se esqueceres o nome no outro dia
Não ligues, pois ela era uma vadia
Não que as vadias não tenham seu valor!
Eu sei, elas são princesas do amor
Rainhas do prazer que amam beber
Bebem tanto! Não ligam de meter
Desculpem-me as palavras de horror
O álcool é meu, e cada um tem seu amor!
quarta-feira, outubro 12, 2005
E, as abelhas da colméia vejo
Através das grades, sem minh’alma parto
Resta daquele sorriso desejo
Lágrimas caem por meus olhos tristonhos
E derrama meu sangue e meus sonhos
Pelo céu uma nuvem passa lépida
De minha face escorre lagrimas tépidas
De minha boca esvai-se versos frouxos
Sem métrica e de pouca rima
Lamentando-se das saudades que me trazes
E escurece meus pensamentos como à lua as fases
Não posso sentir você perto de mim
Não posso ter seu calor
O que me resta apenas é lamentar minha dor
Lembrando daquele triste jardim
Onde por ultima vez vi teu doce sorriso
domingo, setembro 18, 2005
Decassilabos
Que ao inferno se vão todos os hediondos
E quanto mal puder fazer farei
E os tormentos todos lhes trarei
E, as chamas das tétricas friezas
Trará o mar de todas as incertezas
Tornando-se tristeza e mal e dor
E o amor de fogo queima em horror
O frio lhe queimará sua a fronte
Como a brasa lhe marcará a mão
Não adianta mais chorar no monte
Realmente, perdeu tua alma irmão
Não respeitou a tábua de Salomão
Morrerás todo o momento de vida
Verás a si mesmo em chamas, sentidas
Pela alma cadavérica sem pão
À lama da criação retornarás
Vindicta, sagrada alma, satânico
O ultimo enterro das quimeras
Bem vindo ao inferno messiânico
O rubro sangue trará a tua vida
As chamas do teu eterno abismo
Se não compreendes tua partida
Viverá sem teu sentimentalismo
Fatalmente o sol fulgirá no inferno
E verá que o teu demônio grita
Não implores nem mesmo à Guita
Pois teu advogado tá sem terno
E não existe mais meio termo
Não há vida que não será destruída
Do céu em breu, verás o ermo
Através da estrela já caída
O ultimo lúcido ficará mal
E acredites o mar será só sal
E iniciar-se-á o mal final
E ao mal restará todo o ideal
Versos tolos não mostram como é.
Aquilo que tenho de mostrar a ti
Infeliz, triste infeliz sem fé
E, acredite nada te omiti
sábado, agosto 27, 2005
Fim de semana
Hamm que mais saimos, fomos no Dany Boy, .... , depois voltamos, dormi, acordei era umas 10:45 (q cedo!!) hammm almoçamos e ficamos lah sem fazer nada hahahaha, ai a Dr. Silvia, mãe do Dino, o dino e eu, fomos na Rodoviária vim embora pra casa. Meus pais foram pra osvaldo cruz, estou em casa sozinhO!!! ahah flows bjo
domingo, agosto 14, 2005
Ohhh
pelos espíritos da morte
minha vida está selada
a solidão é o caminho
para a redenção,
Sois , pois, um enfermo
enfim, não sou nada,
cansei-me de ser quem
não fui, desejo ser agora
quem serei
das trágicas tentativas
frustraram-se todas
balas de festim,
nenhuma estrela cadente
para que possa desejar
o fim
não possuo esperança
nem mais temperança!
o fim está próximo?
verei
segunda-feira, agosto 08, 2005
EEEeeeeeee!
domingo, julho 31, 2005
Hino ao mortal final
Cansei de ouvir o canto do belo rouxinol
Já fui muitas vezes fisgado por este anzol
E a beleza do seu canto me revela a tristeza
Da hipocrisia terrestre que me mostra a impureza
Vida maldita sem esperança nem tétricas belezas
Nem cadavérico cadafalso cai minha pobreza
De espírito, assim afogo-me no rubro sangue d’álcool
E nesta escuridão guio-me sem luz e sem farol
Fico meus segundos de existência decapitado ao sol
E sem vírgulas nem pontos rimo meus versos tontos
Sacrificando sem descontos todos os possíveis contos
Sentindo a languidez de minha alva tez, sol sem girassol
E a lua brilha soturnamente pelos céus lúgubres
Pela vida sacrificada pelos cristãos fingidos
Assim os pagãos cristãos ficam todos abatidos
Mas os espíritos vazios ficam pela noite lucubres
Entendi qual é a verdadeira relação dos homens
Que roubam matam e bebem o sangue como lobisomens
Não compreendia que na verdade o mal sou eu
Finalmente reconheço morte vinda, sou eu quem morreu
Deixei a vida como quem deixa a morte trazida sem sorte
Preencha o vazio de sua existência malignamente trouxa
Ou deixe que cortem o fio da sua vida trazida frouxa
Quer você queira ou não, irás ter de suportar a morte
Percorri por milhas e léguas sem fim a fim de viver
Percebi que tudo o que sempre busquei nada vingou
Tudo o que tinha a fazer era ver que o chão ladeou
Assim Entender que a finalidade da vida é morrer
Ou seja, morrer é para aqueles que podem entender
Ver, ouvir, ser, enfim, finalmente, morrer é crescer
Por Flávio Sales Truzzi
quinta-feira, julho 21, 2005
Quarta maravilhosa ehheheh
A minha surpresa foi, Larissa e Mariana, de Marília, bem Larissa já morou em Herculândia há alguns anos atrás, é loira, “cabeça feita”, bonita, às vezes profunda, pelo pouco que tenho visto, realmente, ela é legal! Ouve boas músicas, caindo principalmente no vocal rasgado e músicas estilo “depressivas”, não gosto do termo depressivo pra música, pois é degrada o estilo, bem continuando, foi uma bela e inesperada surpresa, me fez um grande favor de me emprestar alguns CDs para eu copiá-los. Muito Obrigado.
Bem, Mariana, eu acho que poucos dos freqüentadores do meu blog, aliás, nenhum a conhece, a conheci hoje, e foi incrível, vi que é uma pessoa esplendida, de sorriso agradável, morena, com uma voz perfeita, realmente canta muito bem, compartilha o gosto por Blind Guardian, o que como Larissa diria, subiu no meu conceito!!
Antes de continuar acho que devo realmente fazer explicações a meu adjetivo, voz perfeita. Para defini-la achou complicado, pois na hora tudo o que me ocorreu foi alguma corruptela de “legal, muito massa”, bem agora indo mais especificamente, sua voz é doce, muito mais doce do que a voz da música May It Be, do CD The Fellowship of The Ring, olhe isso é muita doçura, é claro que não tive a oportunidade de vê-la cantar sequer uma música inteira, é firme, com fácil entendimento, acho que alcança vários tons, não tive a chance de ver, muito gratificante ver belas vozes, desculpe se superestimei, bem talvez tenha feito isso, mas é que tratando de vozes femininas, a mais bela que eu vi “ao vivo” foi esta.
Foi muito agradável a visita e este dia, aliás, pensando melhor, o que deixou este dia agradável foi a visita, estou escrevendo ouvindo Lagrimas Profundere, que Larissa me passou.
Bem, adorei conhecer você Mariana, e espero que nos vejamos sempre, e Larissa é sempre bom novos amigos de velhos tempos, pois como eu gosto de dizer: “É melhor estar cercado de inimigos do que cheio de falsos amigos”, pelo que vejo você não é nenhum dos casos mencionados, espero no mínimo a amizade de vocês duas!!! Beijo, Dominus Eternus, ou se preferir Pirunga, ou ainda, Flávio.
sexta-feira, julho 15, 2005

Eu na casa da minha prima Laís antes de ir para um Baile, que para mim não foi muito bom, atenção reparem atrás de mim, meus suprimentos!!! Cds Angra, Iced, Blind, Malmsteen, etc além do meu cubinhooo lah no fundo canto eskerdo... ham infeflizmente num toko do modo que queria mass... vai indo a vida na mesma merda... ahahha flwos bjos e comentem!
Postado Por Pirunga
quinta-feira, julho 14, 2005
O dia em que o MSN quase foi abaixo!
Bruna obrigado e te adoro!!!!
sexta-feira, julho 08, 2005
Meus sonetos
Sexo enarmônico
Já me cansei dessas coisas chatas
Dane-se você! Suas coisas exatas!
Maldito seja esse amor insano,
Sem flores na primavera deste ano.
O céu tá nublado, suma gaiata!
Tô cansado de mulher que empata
Só eu sei no coração o dano,
Lágrimas sem fim, meu oceano
Minha alma não é como um dado
Sentimento infeliz e banido
E Sinto me como um enforcado
E nenhum tufão ou zunido
Me deixa mais ensandecido
Que o grande barulho do teu gemido.
Sacro macabro
Senti-me feliz com a morte rápida
Nenhum círculo do inferno é quente
Como seu coração em minha mente
O sangue tenro e a morte lépida
Escuridão amada e grande ente
Substância obscura abastecida
Maldita volúpia, luz abducente
Rainha das trevas, macabro decida
E, o gélido fogo do inferno
Traz à vida peste e morte e fogo
Aos bosques sacros do longínquo ébano
E, A tábua em chamas do decálogo
Maldito seja o escravo caderno
Sacro é macabro, e a morte te rogo
sábado, julho 02, 2005
Versos Íntimos
Augusto dos Anjos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
quinta-feira, junho 30, 2005
Ya! oahauaho
Nussa vo engorda to fazendo doce todo dia... aohaoua antes-de-antes-de-ontem fiz brigadero, antes-de-ontem fiz creme de chocolate, ontem fiz sagu... alias alguem curt sagu? pq eu fiz mtttoooo, mas si naum eu como mesmo...
Ahh fui na... festa junina do COC, ahmmm mto bom hein! aohaohauo ... eskce.. eskce... huhuh
Ahhaaohao A lah eh do mal aohaohaohahao zuera ti adoro... flows bjin pras muié, abraço pros amigo, e foda-se pros mané.. nussa q coisa d mano... mas METAL RULES!!
terça-feira, junho 21, 2005
Ciência, uma questão de fé. Religião, uma questão de ciência.
Ultimamente tenho visto várias descobertas científicas, coisas como o vácuo representa a maior parte da massa do universo, ou ainda a velha questão do Big Bang, a qual criacionistas e evolucionistas deflagram cada um ao seu modo, uma guerra de opiniões, não somente, vejo que a maior parte das descobertas são na realidade como religiões, se fundamentam em algo, porém tem caráter duvidoso, o Big Bang, por exemplo, é uma teoria muito interessante, que não somente explica a criação do mundo, mas toda a evolução biológica surgida, no entanto, de onde surgiu toda a matéria condensada num ponto infinitesimal, que possuía tamanha energia, e se o universo se expande, ele não pode ser infinito, ou seja, o infinito não é uma coisa possível no âmbito cósmico.
A massa do universo é em maior parte o nada. Isso é uma outra teoria muito, realmente muito interessante, mas nada, porque nada, se o nada existe e tem massa ele não poderia ser chamado de nada segundo a semântica da língua portuguesa. Os planetas do sistema solar estão presos devido à força de atração do sol. Mas o sol se mantém parado, ou todo o sistema também está em movimento? Ou ainda, no que se sustentam os planetas? Se não há nada, entre eles, eles estão seguros apenas pela gravidade, o que segura o sol?
Os criacionistas acreditam que viemos do perfeito e fomos corrompidos pouco a pouco, até chegarmos em nossa degradada posição semi-humana. Mas os avanços de nossa ciência são o que? Um retrocesso? Para o perfeito, ou o sincretismo de nossa ciência só prova o quanto o ser humano é podre, no mais profundo, asqueroso e torpe sentido possível.
Deus é perfeito, segundo todas as religiões humanas, analisando a cristã, Deus é bondoso, justo, e tudo de bom provém dele, é, além disso, Onisciente, Onipotente, Onipresente, todo o mal provém de Satanás, um anjo decaído que quis ser mais poderoso que Deus, mas, fico confuso nessa linha de raciocínio, pois se Deus cria apenas o bom, por que Deus criou Lúcifer? Já que Deus é onisciente, sabia, pois, da queda. Então Deus criou o mal por sua vontade, mas qual à vontade de Deus, ver seus filhos sofrendo as tentações do mal? Ou ver quem realmente merece o paraíso? Mas para que Deus criou o homem? Solidão? Falta de que fazer? Não seria chato ser tudo? Estas questões devem ser analisadas muito racionalmente.
Se conhecer para conhecer os outros? Ouvir para aprender? Mas ouvir sem poder interpretar, apenas ouvir, onde está a utilidade em ouvir sem não compreender, ou o que adianta a uma pessoa ouvir se ela não entende o dialeto usado? Ou não tenta entender? Para que filosofar a vida, se conhecer, se o mundo não está dando a mínima importância para suas opiniões?
Ser um ser humano? É, é... É isso mesmo. É ser fútil, inútil, útil, qualquer coisa, é ter poder para pensar, se este desejar.
Sai do objetivo principal do texto, que era provar que as suposições científicas precisam do mesmo ou maior grau de fé do que a maioria das religiões. E que a maioria das religiões são mais científicas que muitas das especulações científicas. Seria como a luz, metade onda, metade partícula. Se a onda não for uma partícula.
Sabia que ondas de TV e rádio possuem massa? E ela é mais onda do que partícula, enquanto a luz, é o meio termo e ainda não conseguimos medir sua massa, ou já?
A natureza é extremamente sábia, cria recursos para tudo o que precisa, criou o elétron (mais partícula que onda) para servir como reservatório de energia. O que são os Raios Gama? Não tem massa – que conseguimos medir. Mas se não tem massa porque existem? Se ele existe e atravessa a matéria facilmente, devido ao pequeno tamanho da onda. Quer dizer, pode ocupar o mesmo espaço?
Nossa, eu quanto mais penso, mais me confundo, mas a vida é isso, uma confusão.
Não sei se tenho fé para ser cientista, nem raciocínio para ser religioso. Prefiro não ser nada. Pois assim vivo na expectativa de ser tudo. Mesmo jamais sendo. O Limite está ai para ser alcançado e superado. Só depende da fé e da ciência, aliás, da Vontade, não vontade. Uma Vontade maior, talvez advinda da divindade.
Repito a ciência precisa de muita fé, ao inferno com os religiosos que dizem que os cientistas não têm fé. Ao inferno com os cientistas que dizem que os religiosos não têm razão. Ao inferno com tudo.
Comentem AII!!!
segunda-feira, junho 20, 2005
Olá....
O que escrever além de abraços e beijos?
Hum... depois posto algo com algum texto, pois estou na escola durante o intervalo e nãoirá dar tempo para escrever tudo o que quero, okZ?
FLOwS
quarta-feira, junho 15, 2005

Nossa Olha issu ohaohao, da pra ver minha guela aohauoa, isso foi no niver da Nati Alves no marajoara, na foto, em ordem Gugao (com a garrafa perto, eu de terno gravata do piu piu e corrente, atras com a guitarra eh u Tomaz. a traz da minha garrafa o Samojim...
Tem acontecido coisas mto boas esta semana, além, Bejaum Pra Gabi, pra Lola, pra Aline, pra otra Aline, Pra Outra Aline, pra Nath Morrão, e pra todas as minhas amigas, um super abraçaum pros meus amigos, todos e pro taarak (Mr. Celofane = Pablo = irmaum da Lola) nussa aohaoua lol... bem tudo isso eh rox aohauoaoa... bjos abraços flows!!
Postado Por Pirunga
sábado, junho 11, 2005

Este para quem n�o sabe � o Guitarrista Janick Gers do Iron Maiden, toaca mto mto mto mesmo... mas ele tem um segredo durante a seman ele coloka uma cal�a preta de elastico, uma camisete florida, e vai para a cidade buc�lida de tup� onde trabalh como cordenadora de alunos sobre o codnome de Celeste, a Celeste do Obj de Tup�, acreditem se kizer!! COMENTEM!!!
Postado Por Pirunga
terça-feira, junho 07, 2005
Poema triste pra vida feliz
Não é possivel ficar indiferente a tanta ignorância, indiferença, descaso, criancice, falta de compaixão, para isso eu digo: "A verdade que assombra/ O descaso que condena/ A estupidez e o que destrói/ Eu vejo tudo o que se foi/ e o que não existe mais/ ... / Eu quero a espada em minhas mãos" (Legião Urbana), bem um dia atravessarei a espada da vida na maldade terrena que me cerca.
Porém das coisas boas deixo abraços e beijos para todos os meus amigos e amigas (não nessa ordem), e especiais para: Marianne (te adoro mto e você sabe disso), Ná Morrão (não há ninguém tão hilario como você, você é demais), Aline M. (amiga de herculandia, as vezes brigamos, mas muitas vezes não sei o que seria sem você, aouhaoha, e vc sem mim lembra? aohaouah), Bode (amigão msmo), Mr. Jeff (vc é d+ tb), Lívia (te adoru!), Fernanda Borges (muito obrigado pelo elogio ao meu texto), Aline (ow nunca mais me morde, isso dói!!!), e tb pra Rá (te adoro mto viu tb!! aa vc vai fica linda de homem ao meu lado aohaohaohaoh), e todas as outras pessoas especiais.
Bem agora como quase sempre, um Poema, não macabro, mas que serve para jogar para fora o sentimento impuro que possa existir em mim.
Agonia
O Luar cai sobre mim
Rogo minha alma profana
O temor da vida mundana
E águas passam sobre mim
Evoco demonios em fim
E não vejo algum jardim
A Sombra soturna assombra
Sonhos dos malditos tormentos
Sem atinar os meus tentos
E a maldita hora tétrica
Da agonia dos algozes
Estou ao pé de um cipéstre
Lucífero filho de Lúcifer
O Microcosmo pentaédrico
Morte jaz eternos tormentos.
[ Nota: Olha! Eu fiz com métrica!! Octassílabos... para ser de fácil musicalidade. ]
Fraternalmente, Flávio S. Truzzi.
Em L.L.L.L.
quinta-feira, junho 02, 2005
VIII Capítulo - O tempo não é o bastante.
VIII Capítulo - O tempo não é o bastante.
Não poderia ter escolhido um clichê maior para meu título, mas nesse tema tenho uma gama de possibilidades quase infinita, posto que tudo tem um fim, inclusive o tempo.
Estava tocando guitarra para não ter de fazer as tarefas, que não são poucas, mas o qual seria graça da vida se você fizesse apenas aquilo que lhe mandam e não que tu queres, Crowley jamais o perdoaria.
Porém, estando cansado de brigar com meus dedos que teimam em não querer tocar as músicas que quero, decidi dar-lhes outra função, no caso, talvez mais sublime, no entanto ainda sim é sem dúvida uma espécie de perder tempo.
O tempo não é nada. É algo tão concreto quanto abstrato, pois já viu alguém dar um tempo para alguém? A não ser pelos namoros e casamentos frustrados, que não entram nesta história, talvez para outra. No máximo algum engraçado e bobo leitor diria, te darei um relógio, mas o relógio não tem as horas, apenas os ponteiros que as marcam.
À luz dessa idéia penso em outra, que pode mostrar o quanto concreto é o tempo, veja as marcas dos velhos, a vida que lhe correu por entre as mãos, e chocando a quem quer que seja, acredite pode muito ter passado inutilmente.
Os sinais que ficaram são as provas da existência do tempo, ou da fragilidade da vida, ainda não ser ao certo.
Mas isso me leva além. Morte, o que é? Nada. Libertação. Paz, sofrimento. Tudo depende do que crês. Se acreditares que encontrarás Deus, assim será feito. Ou se pensas que terá milhares de virgens também acontecerá.
A Vontade é o bem supremo do homem. É a conexão do homem com seu criador. É o elo entre vida e morte, que nada mais são que dois lados de uma mesma moeda, ou outro lado do espelho.
Onde como os astecas, se não me engano, e até mesmo alguns mexicanos de hoje, ou ainda alguns que não conhecem as tradições daqueles que foram na América grande potência no passado, vêm na morte o espelho da vida, e verás tudo o que fizeste, e pela tradição, dependendo de sua morte, ou da vida que teve, irá para um dos quatro lugares para onde o morto iam, cada um separado pelo jeito de sua morte.
Bem, não sei se devo manter me aqui, neste parágrafo. Ou continuar a escrever sem cessar. Decidi.
terça-feira, maio 31, 2005
Como é vago um título desnecessário.
Bem, há poucos dias estive por MSN com uma prima, e conversamos sobre os interessantes assuntos da psicologia e filosofia, foi muito gratificante, e a pedido dela ainda devo escrever algo sobre a inconstância do amor, mas isso é assunto para outros textos.
Não tenho feito muita coisa ultimamente, hoje (31/05/2005), por exemplo, tive uma situação estranha, mas feliz, como havia passado um pouco desde nosso ultimo encontro, eu e Marianne nos encontramos novamente, foi conturbado, sem conversas, apenas alguns olhares, que para mim foram grandes momentos eternizados pelo sorriso amável dela. Não vejo a hora em que possamos conversar, para ela deixo a minha mensagem - Marianne te adoro, você é especial, “além de tudo” é uma grande amiga. Ela entenderá o motivo das aspas...
Também hoje, vi o teatro de D. Casmurro executado por uma companhia de teatro de São Paulo, não me recordo o nome. Belíssimo - como poderia dizer um dos personagens.
Um gigantesco abraço fraterno a todos os meus irmãos, e um especial a meu grande amigo e tutor – mais ou menos – Frater Kurush, de Curitiba que sempre quando possível traz para mim um pouco do conhecimento universal, que me ajuda a descobrir a verdadeira Vontade, que nossas conversas sejam como são, para todo o sempre - profundas, enigmáticas, que realmente servem para transformar minha curiosidade em verdade.
Algo que não disse no meio da semana, Domingo (29/05/2005) foi aniversário de minha mãe, mesmo eu sendo um adolescente um pouco fora do comum, tenho que dizer que a amo, mesmo sem dizer nada.
No sábado fui ao aniversário da Natalia Alves, de Bastos, sem comentários, Aline Magalhães – uma de minhas maiores amigas que o diga.
Sem mais, sob auspícios de Deus e de ninguém mais, fraternalmente Flávio Sales Truzzi, O Pirunga, ou Dominus Eternus.
Em L.L.L.L.
domingo, maio 29, 2005
Ai ai aiai
aahh ela tem ódio de quem escreve o Nome DELA Assim: MeliSSa, ou que fale tem q falar assim oh: MELIZA...a haha bjaum pra todos
Bem, to sem muita ideia pra escreve mais tarde eu edito esse post e coloko algo!
quarta-feira, maio 25, 2005
Pseudo-soneto de minha loucura
Pseudo-soneto de minha loucura
Não deixo ao tempo mórbido
A decisão da sorte futura
E assim como os anjos decaídos
E viver a agonizante loucura
Sem a coerência enjembement
E, atraído como um imã
E amar loucamante o poder
da mente sã, com incrível arder
Que Hécate e Hermes me ajudem
A compreender minha existência
E Sem imaginar, nem concordar
Viver plenamente a loucura minha
Livre de toda a influência tua
Seguir minha excentricidade
por Dominus Eternus (Flávio S. T.)
terça-feira, maio 24, 2005
quarta-feira, maio 18, 2005
Iaew Gente??
Vou mandando um abraço pro meu Professor Tom, gente boa...
E um especial pra Maiara Hammet... que hoje num entro na net e eu fiquei sozinho, conversando com outras pessoas, estranho neh? sozinho e conversando mas eu me entendo bem...
Capítulo I – O Inicio
Não há comunidade mais maléfica que os jovens, adolescentes e crianças. O Jovem é mal e irei provar com fatos reais de minha vida. Aliás, não é todo o mal, apenas ¾ deste.
Na escola, tenho um colega que se chama José. Porém a turma inteira o chama de Joséla, Josy, Gazela, Viado, Gay, e qualquer coisa que sugira homossexualidade, mesmo este não dando nenhum indício visível desta feminilidade, talvez oculta.
Todos sem exceção, todos os dias são aniversários dele, se não me entendem, isto é uma das brincadeiras ‘saudáveis’ que fazem com ele. Cantamos todos os dias a canção “Parabéns a você”, com algumas modificações como “É rola, é rola”, etc...
Eu acredito no contrário daquela lei muito utilizada no realismo, “Todo homem é produto do meio” e coisas assim. Digo o contrário, Todo homem é podre, é apenas uma deformação da perfeição, podemos é claro evoluir para uma tênue bondade, porém o humanitismo de Borba, é quase sempre real.
A partir de hoje todo o dia irei relatar a maldade jovial e tenra. A perfídia perfeita. O mal. A manifestação da vida. Manifestação do Jovem.
Comigo, há casos claros, toda minha opinião, sendo perfeita ou não, sendo correta ou não, nada importa logo após alguns malditos dão um grito oscilante entre o agudo e o médio, significando minha loucura, não os condeno, pois minha loucura é minha libertação.
A liberdade procurada por todos, mas encontrada apenas pelos loucos ou pseudoloucos, que através da manifestação sem hipocrisia do mal se libertam, admitem-se egoístas, pois, não há caráter mais hipócrita que os que dizem aos quatro cantos cardeais a bondade plena, que são ou tentam ser puros, que acreditam que se arrepender é a libertação.
Digo a eles: Não! O único modo de se libertar é não errar, arrepender e aprender com o erro é parte do caminho, mas antes, admita és imperfeito, uma refração, imagem distorcida.
Com tantos caminhos existentes, qual escolher? O destino da vida é a morte. Então morra para o profano, entre na vida eterna e plena, correta, perfeita, o caminho da perfeição é a escada dos dez degraus.
E, por que a dor é purificação? Isso é apenas uma produção, nada é real. O caminho da perfeição é o prazer, seguindo a linha thelêmica, todos são estrelas, e nada pode influir no teu caminho, tua excentricidade é direito teu, e ninguém tem o direito de interromper a vida, e o mesmo vale para ti não tente fazer da tua vontade a partir dos sofrimentos dos outros. A lei é amor, mas amor sob vontade, faças tua vontade, mas não a vontade dos outros.
E a máxima do jovem é fazer o quer, mas se esquecendo de que ele não pode fazer mal aos outros.
A igreja, hoje ajuda a manifestação da maldade, pois, o povo acha que indo aos domingos a igreja e rezando conseguem se livrar dos pecados, imagine se Deus permitiria isto, indulgências outra vez? Maldita seja.
Não que a Igreja faça isso por vontade, não posso afirmar, mas afirmo que o mal e o diabo são o que mantém todo a estrutura do Vaticano, é o que sustenta a barriga gorda e saudável dos cardeais.
O Mal é parte do bem? Deixo esta questão, para que penses, e conclua, não irei influir mais hoje em seu trajeto, minha gravidade não deve ultrapassar e atrair tudo. Mas ainda sim, todos os caminhos levam apenas a um lugar, “o caminho do fogo é a água, assim como, o caminho do barco é o porto, o caminho do sangue é o chicote, assim como o do reto é o torto, o caminho do risco é o sucesso, ..., o caminho da vida é a morte” já disse Raul Seixas...
domingo, maio 15, 2005
quinta-feira, maio 12, 2005
Hiii dude....
acabei de ver pela ozentésima vez o filme American Pie 2, ahha aia ai...
Hum... o q acham? q tal algo ?..? Lah vai...
Por que diabos sou assim?
Que coisa, tão previsível
algo que eu acho até inconcebível...
Por que diabos sou assim?
Sempre que estou afim de alguém
Fico perdido, como não sei quem...
Sonhando sozinho a tarde...
talvez seja vaidade...
Que estranho é ficar aqui...
escrevendo.., sem pensar
em quem pode aqui chegar
ler e rir, de um cara louco
Oras... por que ligo?
dane-se... eu me apaixono fácil...
as vezes fácil demais, mas
o que fazer se vivo...
Nossa que paiera isso aki ahahhahaha... foda... não tah inspirado e sozinho na net... a net é tão grande... klkkk oias as merda q eu escrevo... faze o q fui!
quarta-feira, maio 11, 2005
terça-feira, maio 10, 2005
sexta-feira, maio 06, 2005
Texto pelo texto e através do texto.
"A glória é tanto mais tardia quanto mais duradoura há de ser, porque todo fruto delicioso amadurece lentamente."(Arthur Schopenhauer)
Não vem de pouco tempo o meu interesse por escrever, por sonhar, por ser. Muitas pessoas ficam perguntando coisas como: “Foi você mesmo que escreveu isso?”, ou como “De onde tira inspiração pra escrever tanto?”. Bem se as pessoas estão assim me elogiando pela minha retórica ou se são falsos elogios, não sei dizer nem pretendo adentrar neste assunto.
O objetivo deste texto é ser a metalinguagem pura. Ajudar, ou tentar pelo menos, as pessoas a escreverem mais e melhor.
O melhor meio para se começar um texto é começando. Bem muitos vão dizer, que ridículo, sempre se começa pelo princípio, ai está um erro e uma verdade – depende do ponto de vista, muitos autores iniciam histórias pelo seu fim, mas ainda assim o fim é o inicio. Tente jogar ao papel tudo o que sente em uma poesia, tudo o que pensa se for uma dissertação.
O importante é nunca deixar de ser livre, crie teu estilo. Aprenda a organizar os sentimentos e as idéias no papel. Tente, descubra-se.
Entenda o que te impulsiona a escrever, não importa qual for o motivo – notas, mãe, professores, nada importa além de que estejas escrevendo o que realmente deseja. É claro que isto não deve ser mal interpretado, tu deves, leitor, entender que não és tu quem dita as regras. Mas você deve fazer tudo para que lhe saia o mais agradável possível.
Um grande segredo: se conheceres teu corretor, no caso do colégio, por exemplo, faça-o pensar que tudo o que escreves é realmente o que ele pensa, deixe-o se sentir pleno, você deve fazer com que a tua opinião seja a dele, mesmo sem que ela seja.
Para isso, use de argumentos fortes, implacáveis. Para tanto, utilize a retórica filosófica, leia Platão, Sócrates, Schopenhauer. Ou mesmo se você sabe quão privado é a mente do teu corretor utilize-se de sofismas baratas. Mas não o subestime, jamais. Ele viveu mais que você e provavelmente já utilizou isto com seus professores (mestres do mestre).
Se não conheceres teu corretor, caso de um vestibular, por exemplo, ai não há escapatória, deve pensar, escrever, escrever de maneira que você mesmo não acreditando naquilo que escreve se convence de que aquilo é o certo.
E garanto-o, quanto mais se escreve, mais tens vontade de escrever, mais estilo e técnica você adquire. Nada intelectual se aprende de forma inata, tudo deve ser desenvolvido de maneira empírica, para que assim alcances a plenitude.
Leia sempre. Sempre leia. Não importa o que ler, é claro que não devemos comparar um Jornal de botequim com um Casimiro, ou Byron, ou Shakespeare, ou mesmo o grande e exaltado Camões que nunca me atraiu, sempre preferi coisas mais sórdidas, mundanas, terrenas, humanas. Casimiro, Álvares de Azevedo, Byron, HP Lovercraft, Bocage, Antero de Quental, é claro que do humanismo terreno chega-se a plenitude transcendental, que é um de meus assuntos prediletos.
Concluindo, deve-se ler, e escrever, sempre e sempre, para que enfim, se consiga avançar, aprenda a distinguir idéias, e sentimentos, a posicioná-los de maneira estratégica, a fim de que tenha melhor resultado em tua empreitada. Escreva sempre , pois só escrevendo conseguira escrever. E para finalizar digo: Pois, escreva sempre, só escrevendo conseguira ,pois, escrever. Não ligue gosto de “pois” é meu estilo...
Abraços fraternos, Dominus Eternus
segunda-feira, maio 02, 2005
Uno, pois, perfeito. Perfeito , pois, sincrético
Mas, sim, sincrético
Uno, pois, desejo ser
Ninguém há de me entender
Quero ver-me desunido
Finalmente ungido
Como um morto tépido
Nostálgico, e talvez incerto
Que plenitude! Magnitude.
Certezas absolutas,
Vamos exaltar a tergiversação
Rodeios, motes e glosas confusas
Métricas intertas
Paradoxos, antiteses, hipérboles
Vamos ouvir o som da morte
Através da incerteza do profeta
Ver o céu escuro,
Sentir a morbidez da vida
A felicidade da morte
Viver a santa sacanagem
Deixe a liberdade e entenda de libertinagem
Sexo sem amor
Amor só com sexo
Vamos assistir aos enfermos
Sem assisti-los de maneira alguma
Compreenda o poder do frívolo vento
Da morte, do morto
Do todo, de tudo
De Deus, de nós...
Por Dominus Eternus
Pra kem naum sabe Dominus Eternos é meu pseudonimo...
sábado, abril 30, 2005
Onde encontrar....
Se queres dinheiro, trabalhes, ou arrume algum asno para trabalhar para ti. Se queres comunismo, pratique capitalismo selvagem, isto é sem dúvida, a teoria dos opostos, se os opostos se atraem, busque o negativo, pois não há melhor lugar para ver a luz que um lugar cercado de trevas, qualquer brilho, o mais ínfimo possivel será visto como um grande clarão.
Assim se faz em tudo, pratiques o contrário e obtenhas o desejado. Se queres morrer, viva, não há como morrer sem estar vivo, obvio, se queres vida, prepare-se para o sofrimento.
Sejas sensível como sou, homem. Sim! Homem, porém sensível, mas ainda sim implacável, entenda, deve-se endurecer, mas sem perder a ternura jamais*.
*adaptei a frase do Che...
quinta-feira, abril 28, 2005
.... ;)
Living For The Night
Between dusk and day
Before the sunrise
The city will begin to live its crimes
Millions if you ask
It happens everywhere
Every little corner has its tale
Windows are the eyes
That witness without soul
Watching in the silence what is done
I'm a part of this
Violence is my friend
Walking on the line of life and death
Spirits walk the streets
Siren sounds alone
Screaming out the lyrics of my song
I have no other life
Concrete is my cage
All my disillusions turns to rage
I'm living for the night
Though we have to fear it
Where life is just a game
That you have to win
Living for the night
When death surrounds you on and on
All the time it's near
I'm longing to be free
He even knows my name
He wants no waste of time
I know that killing is his game
And I am the prize
Our footsteps sound alone
I know he's just behind
I feel the panic in our hearts
Beating very loud
I turn my eyes to him
The night is very dark
He's got a knife and I know
Cause I saw the blade
Between the light and shade
Between the night and day
Between my life and death
I only feel the blade
Between dusk and day
Before the sunrise
The city will begin to live its crimes
Millions if you ask
It happens everywhere
Every little corner has its tale
Windows are the eyes
That witness without soul
Watching in the silence what is done
I'm living for the night
Though we have to fear it
Where life is just a game
That you have to win
Living for the night
When death surrounds you on and on
All the time it's near
Living for the night
Though we have to fear it
Where life is just a game
That you have to win
Living for the night
When death surrounds you on and on
All the time it's near
Vivendo na noite
Entre crepúsculo e dia
Antes do amanhecer
A cidade começará a viver seus crimes
Milhões se você perguntar
Acontece em todos os lugares
Todo pequeno canto tem seu conto
Janelas são olhos
Aquela testemunha sem alma
Assistindo em silêncio o que é feito
Eu sou uma parte disto
A Violência é minha amiga
Caminhando na linha da vida e da morte
Espiritos caminham as ruas
Sirene soa só
Gritando as letras de minha canção
Eu não tenho nenhuma outra vida
Concreto é minha gaiola
Todas minhas desilusões viram a ira
Eu estou vivendo na noite
Embora nós tenhamos que temer isto
Onde vida é apenas um jogo
Que você tem que ganhar
Vivendo na noite
Quando morte o cerca sem parar
Todo o tempo está próximo
Eu estou desejando ser livre
Ele até mesmo sabe meu nome
Ele não quer desperdiçar tempo
Eu sei que matar é o jogo dele
E eu sou o prêmio
Nossos passos soam só
Eu sei que ele está logo atrás
Eu sinto o pânico em nossos corações
Batendo muito alto
Eu viro meus olhos para ele
A noite é muito escura
Ele é tem uma faca e eu sei
porque eu vi a lâmina
Entre a luz e a sombra
Entre a noite e o dia
Entre minha vida e morte
Eu só sinto a lâmina
Entre crepúsculo e dia
Antes do amanhecer
A cidade começará a viver seus crimes
Milhões se você perguntar
Acontece em todos os lugares
Todo pequeno canto tem seu conto
Janelas são olhos
Aquela testemunha sem alma
Assistindo no silêncio o que é feito
Eu estou vivendo durante a noite
Embora nós tenhamos que temer isto
Onde vida é apenas um jogo
Que você tem que ganhar
Vivendo durante a noite
Quando morte o cerca sem parar
Todo o tempo está próximo
Vivendo durante a noite
Embora nós tenhamos que temer isto
Onde vida é apenas um jogo
Que você tem que ganhar
Vivendo durante a noite
Quando morte o cerca sem parar
Todo o tempo está próximo
segunda-feira, abril 25, 2005
Pensando....
domingo, abril 24, 2005
Fim de semana d+
sábado, abril 23, 2005
Sábado....
Sign of Beast (Humans’ Destiny)
I see the world through the bars of my cage
Now, I have no age
Understand my suffering
My way of dying
Black Skies
We have the mark
We have the sign
We can buy
We can trade
We only can’t die
Oh… We have the sign
Enemies will fall
Enemies will cry
Women and children will die
Only because we have the sign
Children of Moon
Children of Hell
See! Our hate grows
Fight fallen
Our destiny was mapped
We are the fallen ones
We live in hell
We talk to Dante
We are slaves from the Angel of Light
Lucifer!
Oh… Burn it!
Oh... Fight it!
Oh… Scream!
We are burning
In eternal flames
We are only Men
We are only Humans
sexta-feira, abril 22, 2005
... :) ;) )** hhaa... dia filiz
Putz, num tenho mais poema... vo ter que por minhas músicas... já sei uma invocação..
By the power of Earth and Sea
By the power of Earth and Sea
Tell me what I can't see
By the Forces of the Moon
Make me a powerful rune
East and South
West and North
Give me the power
Hear! Come! I call the forth
All might by mighty moon and powerful sun
As I call, it shall be done!
domingo, abril 17, 2005
Dia monótono e feliz
sábado, abril 16, 2005
pUeMa
Inspiração
Onde está minha inspiração?
Não tenho escrito, nem sonhado
Estou vazio, estou ínfimo...
Estou aqui nesse microcosmos
enquanto deveria estar viajando
no hexagrama de minha alma
estou aqui vivendo esse trauma
Por que coração?
porque logo eu predestinado
a viver, alias a morrer
cada dia em meu íntimo
Ódio! Raiva, Ira!
Escarro de vida
miséria! por que ela partira?
Dor! Deus! Onde estão as musas...
Porque não vem
eu quero compor!
venham me mostrar
Pois então lhes mostro
a discordia de nossa raça
A vida destruida, morte
sangue, crianças choram...
Crianças correm e por quê?
Apenas porque malditos mundanos
como eu e você sonham
e tem visões de uma vida boa
Demonios! Acabem com nossa casta
A Ordem do medo
Fazer medo é a ordem
Vamos viver nossa anarquia...
quinta-feira, abril 14, 2005
Metal Domina... eehe (pra não cair no cliche de rules... que seria manda)
Algumas bandas ótimas: Iron Maiden, Blind Guardian, Rhapsody, Iced Earth, Grave Digger, Angra, Shaaman, Metallica, Megadeath, etc.... depois coloko mais bandas...
segunda-feira, abril 11, 2005
Ensaio: O Bem e O Mal são conceções sociais
Bem aqui é o inicio do ensaio que estou desenvolvendo, e peço que qualquer um que discorde comente o porque da não aprovação, para que eu consiga pensar e retificar ou mesmo concluir a filosofia. Por favor me ajudem nessa jornada!
OBS: Sobre a citação sobre as leis de Thelema - do faça o que quizeres e tal... - peço desculpas pois quando a escrevi não a conhecia direito, bem hoje estou estudando-as - devagar mais estudando-as - e digo que hoje vejo que é uma filosofia interessante, pois ela segue a liberdade, porém liberdade com bom senso onde tu não podes impor sua vontade nos outros, visto que cada homem e cada mulher é uma estrela e todos nós formamos o cosmos, portanto cada estrela tem sua orbita própria não importando a dos outros, as vezes é possivel que a gravidade de uma influa na outra, porém cada um deve seguir sua vontade e não a vontade dos outros...
E aqui está ela, o inicio pelo menos....
O bem e o mal são concepções sociais, não divinas.
Pensando com um modo cristão ocidental, todo bem provém de Deus e a maldade vem de Satanás, ou Diabo ou Baalzebub, qualquer nome que seja. Que Deus é a bondade infinita, é onipotente, onipresente e onisciente, nenhum homem tem o poder de compreendê-lo. É essencialmente o princípio e o fim, Alfa e Ômega como na bíblia, possui todo o poder universal. E tudo é vontade Dele.
Mas, o que é o mal? Nada senão vontade divina, posto que Deus criou o céu, a terra, o inferno, e Lúcifer, o mais sábio e belo anjo, o príncipe da Luz. E Deus, com sua onisciência, sabia o que aconteceria, conhecia a queda e a revolta dos anjos caídos.
Então Lúcifer é apenas ferramenta da cólera Divina. E ele não é o mal, mas sim cumpridor de seus deveres, os quais lhe foram atribuídos por Deus. Deus com isso não é essencialmente bom, então Deus pode ser pelo menos Justo, mas onde vemos a justiça celeste? Talvez na abastada igreja católica e tantas outras que não merecem ter o título de seguidoras de Deus.
Deus desde o princípio das religiões foi apresentado de forma incorreta. Jesus jamais foi Deus, apenas um grande mestre e guia no autoconhecimento. Apenas, não, talvez o maior junto com outras pessoas iluminadas que tiveram a dádiva de transcenderem assim como Buda, que alcançou o Nirvana, Jesus alcançou os céus.
Mesmo Cristo, jamais se intitulou Deus, porém Filho de Deus, assim como eu e você leitor também o somos.
No passado apedrejar mulheres e homens eram posições de justiça, pois eles certamente contrariaram a fé ou à vontade de Deus, ainda quem pode dizer qual é a vontade do Grande Arquiteto Universal.
Porque não deixar que Deus puna seus filhos como Ele próprio deseja. Onde está o perdão e bondade pregada por Cristo, o maior guia seguido no Ocidente.
Por que ateus devem ser condenados pela sociedade? Deixe a Deus a tarefa de julgar. Mais vale um ateu puro do que um fanático assassino.
Entretanto, para que a ordem seja mantida devemos todos, sem exceção manter certos preceitos guiados pela sociedade, pois na vida terrena devemos prestar contas à sociedade, e ela determina o que devemos poder fazer ou o que não podemos fazer, é ridícula a passagem do Livro da Lei de Aleister Crowley, bem ainda não o li, que os integrantes da OTO me desculpem, mas “Faze o que tu queres, há de ser tudo da lei”, não é possível. Concordo que todo homem e toda mulher são estrelas, mas não somos o centro da galáxia. Devemos todos prestar conta de nossas ações. Ou a Deus, ou ao Diabo, ou aos dois, ou à um só. Devemos prestar conta ao cosmo.
Li, algumas coisas sobre Livro da Lei, entendi, eu acho a passagem, ela não é ridícula, ela prega a liberdade de pensamento e ação que cada pessoa de julgar a si mesmo.
E quando duas pessoas querem a mesma coisa? Ai ocorre uma briga segundo Crowley, mas uma briga cavalheiresca, onde um respeita o outro. Seria bem possível isso funcionar. Mas todos deveriam segui-la e isso não ira acontecer.
Voltando ao tema central, o bem e o mal são vontades Divinas, porém são concepções sociais, Deus dá o frio as vezes sem julgar o cobertor, isso é um desafio que devemos ultrapassar.
E a verdade faz parte do bem e do mal, a verdade normalmente é chamada de bem e, o mal é falta de verdade ou mentira, pensando bem, a verdade é na verdade relativa, um diamante lapidado duramente por algum bom artesão todas as facetas são perfeitas e iguais, mas o lado que você pode ver é sempre o mais bonito.
sábado, abril 09, 2005
Mundo de Tahámis parte 2
Conto da velha
A tradição conta que certa vez uma velha, ainda, não insana, contando a seus netos sobre os monstros que assolavam a floresta, cerca de quatro léguas de distância, sobre os atos repugnantes, seus modos de vida.
Diz-se que no dia seguinte os jovens, que se pensavam guerreiros e cavaleiros todos pobres tolos, como tu es pobre neófito, os três seguiram para a floresta no cair da tarde do solstício de verão, quando exatamente a grande mãe lua reinava inteira sobre os céus e Pan havia descido a Terra para receber seus sacrifícios e honras.
Ao adentrarem a floresta, viram pegadas, pegadas grandes que lhes pareciam cachorros, um bando, que havia adentrado às matas havia pouco tempo. Na esperança de serem cachorros, os jovens confiantes e megalomaníacos, crentes em Tayk, deus de sua casta, entraram mata adentro, no começo era bem visível, porém a mata ficou cada vez mais densa, quando nada além de meio metro se via, isto apenas graças a grande mãe que com toda força de seu sangue iluminava a noite enquanto ainda era donzela, e a luz emanada dela atravessava a copa das gigantescas e aterrorizantes árvores.
Foram confiantes até que os uivos cortaram o ar e seus espíritos, tentaram voltar, porém a trilha já havia sido perdida há alguns quartos de hora, tinham duas opções, ou esperavam no lugar o sol chegar e terem de esperar que os lobos não achassem seus rastros, ou então seguir em frente e tentar achar a trilha.
Enquanto discutiam essa questão, foram cercados, não por lobos, mas sim, por wargs, cheios de sangue em seus olhos. Os wargs eram como lobos que tinham algumas feições humanas, não eram como lobisomens que só transformam-se em lua cheia, eram assim todo os tempo, animais, monstros; possuíam uma densa penugem roxa, dentes do tamanho de um palmo, andavam tanto como bípedes tanto como quadrúpedes, cada qual dos sete a sua maneira.
Por milagre não dilaceraram suas almas a li mesmo. Apenas os guiaram a uma clareira, onde uma chama alta ardia no centro todo ladeado de pedras, na passagem floresta-clareira haviam à mostra crânios humanos e de outros animais. Cadeiras altas como tronos, onde três seres sentavam com toda a rudez de linho negro que tapavam seus rotos, o do centro era o menos humano possível, tinha cascos de bode, sua mão era horrenda, de uma cor escura e indefinível, os que estavam a seu lado, pareciam velhos, porém mais humanos, mas ainda sim sem perder jamais as feições horripilantes.
O canto dos wargs foi cortado e obedecido com a firmeza da mão do ser que sentava ao lado esquerdo do “ser bode”, proferiram-se estas palavras por uma boca rugosa e disforme:
____ Quat Yah Rudah sarut ins tou elset! – isto mesmo sem imaginar o que significava estremeceu os corações dos jovens, as palavras significam: “ao centro, tragam-nos para o sacrifício”.
O altar de pedra estava perto do fogo, os jovens foram todos amarrados ao profano altar. Viam-se com medo e receio de que se não tivessem aquela tarde ouvido sobre a floresta a curiosidade não lhes ia aflorar a pele e não se sentiriam obrigados a ir para floresta.
Quando aquele sacerdote revelou seu rosto, já era tarde, a velha, suas avó. O athame profano já rasgava o ar e os corações de cada jovem. Era ela uma sacerdotisa de Pan e persuadio os jovens para irem a floresta lá sacrifica-los a seu deus macabro e profano.
____________________________________________
Bem não percam proxima postagem vai ser um
tratado sobre o bem e o mal, e você pode ajudar-me
a fazer algo bom....
terça-feira, abril 05, 2005
Terça....
A tarde durmi, treinei um poko de composição, unindo melodia e harmonia, é até interessante os modos gregos e talz.... Depois fui no Gustavo malhar... é nós (Gustavo, João Paulo, Fernando Baio e eu) vamos lá cada coisa é de uma pessoa, a mesa é do Gustavo, a barra é do João e as anilhas são minhas e uma barra também é minha... Vi o flog da mah (www.flogao.com.br/maycabrini) e to aqui, acabei de chegar... ainda não jantei mas não to com muita fome.... t+.....
domingo, abril 03, 2005
.....
Foi aniversário da Aline... (VodKa VoDkA) ... lá foi até interessante... mas o legal foi a volta, o aniversário foi em uma chácara longe da cidade uns três ou quatro quilometros... E voltamos a pé , pelo menos uma parte..., ahah aparece um doido na estrada com uma savero e subimos nela, uns 8 caras mais ou menos num lembro direito... ele vai em zigue-zague na faixa de ida, pelo menos não passava na contra mão, ahahah, nos deixou no trevo e viemos andando.... a maioria foi na casa da aline ainda - a outra aline a japa - bem não fiquei por lá subi uma esquina e entrei em casa, ahah e eu ia durmir na casa de outro muleque! ehehaaha
FLows!>!
segunda-feira, março 28, 2005
Dia extremo....
Não consigo entender que uma pessoa tão boa em certa área pode ser tão ignorante em outra...
Pensei em escrever algo mais importante hoje, algo realmente que pudesse mudar as vidas das pessoas... mas como não tive esse poder, vou postar alguns contos que escrevi, aliás hoje , um, apenas, a introdução....
Sejam bem vindos ao mundo de Tahámis...
Parte I
Bem vindo à Tahámis
Bem vindos à Tahámis, um paraíso diferente, onde tanto criaturas horrendas como homens vivem em total desarmonia, onde a lua é sempre cheia e obscura, onde o sol queima, onde todos os dias um rio de sangue é derramado.
Cemitérios contrastam com pântanos fétidos, pútridos, onde paz não existe. Demônios e anjos são ambos maus, seu desejo é poder controlar a vida, não há um deus justo, dentre os vários que existem, são todos cruéis e querem somente uma coisa: sangue.
Não adianta se esconder, você não pode pensar que ao pensar pode ser livre pois na realidade não o é. Tudo o que fazes criança é controlado, nem mesmo a morte traz paz, quando se morre sua alma tende fugir dos anjos e demônios, deuses e semi-deuses, magos e sacerdotes que querem-na para aumentar seu poder.
Aqui tudo é terreno, tudo é material, o espiritual existe, contudo, poucos são os que conseguem neste inferno manterem-se sãos, os que conseguem a maioria das vezes morrem ou quando conseguem ver a real situação do mundo simplesmente suicidam-se pensando que conseguirão paz, mas jamais, nunca.
A água é escassa, há muitos rios e lagos, porém em maioria são todos ácidos ou impróprios para se beber.
De dia, o sol queima com uma temperatura que vária entre 43ºC e 59ºC. De noite, varia entre -5ºC e 10ºC.
Humanos desfigurados, orcs, elfos negros, thralls, gnolls, e hobbits são as criaturas que mais atormentam o lugar, cada qual ao seu modo, cada qual com seu próprio modo de sacrifício, mas em uma coisa não divergem, todos são maus; não adianta confiar neles ou em qualquer coisa, cuide de sua sombra, ou ela mesma pode lhe tirar a vida.
Muitas vezes para sobreviver os animais acima comem uns ao outros, em um canibalismo insano, muitas vezes é necessário recorrer à carniças de animais nojentos que habitam os pântanos.
sexta-feira, março 25, 2005
Algo que fiz hoje, não reparem se não gostar... sei lah... ahahah eh algo que saiu de mim.....
Visão real da vida
Vejo o vento acariciando as folhas
Sinto a liberdade inexistente
Vejo a vida, tudo inconseqüente
E o derradeiro filho da vida
Sente que o sol brilha às batalhas
E o cavaleiro da morte luta
Qual demônio, encerre a disputa
Ora onde estou eu nessa matança
Me perdi por’entre minha’ndança
Sou o nada, porém sou o todo
O amor e a vida estão gastos
Até a morte, outra face da bela estrela
Vê que no fim da longa jornada
Estão os sonhos, toda destroçada
A vida, a dor e o amor foram-se
Embora, embora que a dor ainda seja sentida
A saudade da nostálgica aurora
O alvorecer de cada batalha
A luz tomou-me a mente
E repito, tudo inconseqüente
Onde pode estar a nostálgica aurora
Dane-se à metafísica, morto
Parta para a inexistência
O que é Deus sem a ciência
Deite sobre o fio da navalha
E desperte sob uma mortalha
Cansei-me da beleza poética de Camões
Álvaro de Azevedo é melhor para mim
Não receie a morte do desconhecido
Não tema o desconhecido
Quem sabes, tu não és o guardião de Hermes
Levante os olhos e veja a lua cheia
Levantando-se para reinar enquanto tua raça chora
Ora, onde estas você, defenda-te
A vida não pode-lhe tirar a morte
Apenas a morte pode lhe tirar a vida
Brinque com a loucura
Não seja outra abelha
Nem se quer outra ovelha
Vista-se de cordeiro e viva lobo infame
Brilhe sua luz, apague o que te cerca
Ora, onde foi parar a métrica
Se foi com a ampliação de meu sentido
Foi-se, extinguiu-se como quem
Vai para não voltar
Finalmente estou liberto
Não deixe levar-te a filha
Protege tua raça, tua casta
Seja uno, pois não pode ser trino
Diga não ao despotismo
E cria a ditadura da liberdade
Nem mesmo o maior obreiro
Conseguirá fazer com que a vida
Não lhe açoite em 1º de janeiro
Devemo-nos libertar dessa maldição
A fim de que só ganhemos com a idade
Devemos cicatrizar, e estancar o sangue da chibata
Humanitas! Onde estás?
Não te vejo em mim
Não me espelho em ti
Não sou anal a ti
Humanitas, onde estou?
Talvez Borba esqueceu de
Humanitas destruiu Humanitas
E criou-se o princípio do fim da criação
Onde está a lógica disto?
Está na dualidade do ser, todos devemos morrer
Expanda-me ao infinito
Onde tudo é finito
Onde tudo já foi escrito
Antes mesmo de ser dito
Leve-me ao infinito para ser feito
Esqueça-se da vida
Esqueça-se da morte
Esqueça da existência
Crie tua ciência
Não ligue se estás vivo ou morto
Absorva-te, crie-se
“Há um tempo para viver
Há um tempo para morrer
É o hora de encontrar o criador” 1
Morra e tenha medo da morte
Ou viva e tenha medo da vida
Tenha medo ou não existirás
Esta é a fatalidade da vida
Ou da morte, quem sabe
Qual face da existência estamos.... se estamos
Flávio Sales Truzzi
----------------------------
1 - Um pedaço adaptado de uma música do Iron Maiden
quinta-feira, março 24, 2005
Princípio
Sou um curioso nato. E tudo o que é Sophia me interessa. Sou então um filósofo, e não um sofista. Mas o que isto tem a ver com o assunto de hoje... Nada.... Encerro esta digressão queridos leitores. E, para começar bem:
Poema Negro - Augusto Dos Anjos
Para iludir minha desgraça, estudo.
Intimamente sei que não me iludo.
Para onde vou (o mundo inteiro o nota)
Nos meus olhares fúnebres, carrego
A indiferença estúpida de um cego
E o ar indolente de um chinês idiota!
A passagem dos séculos me assombra.
Para onde irá correndo minha sombra
Nesse cavalo de eletricidade?!
Caminho, e a mim pergunto, na vertigem:
¿ Quem sou? Para onde vou? Qual minha origem?
E parece-me um sonho a realidade.
Em vão com o grito do meu peito impreco!
Dos brados meus ouvindo apenas o eco,
Eu torço os braços numa angústia douda
E muita vez, à meia-noite, rio
Sinistramente, vendo o verme frio
Que há de comer a minha carne toda!
É a Morte ¿ esta carnívora assanhada
¿ Serpente má de língua envenenada
Que tudo que acha no caminho, come...
¿ Faminta e atra mulher que, a 1 de janeiro,
Sai para assassinar o mundo inteiro,
E o mundo inteiro não lhe mata a fome!
Nesta sombria análise das cousas,
Corro. Arranco os cadáveres das lousas
E as suas partes podres examino. . .
Mas de repente, ouvindo um grande estrondo,
Na podridão daquele embrulho hediondo
Reconheço assombrado o meu Destino!
Surpreendo-me, sozinho, numa cova.
Então meu desvario se renova...
Como que, abrindo todos os jazigos,
A Morte, em trajos pretos e amarelos,
Levanta contra mim grandes cutelos
E as baionetas dos dragões antigos!
E quando vi que aquilo vinha vindo
Eu fui caindo como um sol caindo
De declínio em declínio; e de declínio
Em declínio, com a gula de uma fera,
Quis ver o que era, e quando vi o que era,
Vi que era pó, vi que era esterquilínio!
Chegou a tua vez, oh! Natureza!
Eu desafio agora essa grandeza,
Perante a qual meus olhos se extasiam...
Eu desafio, desta cova escura,
No histerismo danado da tortura
Todos os monstros que os teus peitos criam.
Pois bem! Chegou minha hora de vingança.
Tu mataste o meu tempo de criança
E de segunda-feira até domingo,
Amarrado no horror de tua rede,
Deste-me fogo quando eu tinha sede...
Deixa-te estar, canalha, que eu me vingo!
Súbito outra visão negra me espanta!
Estou em Roma. É Sexta-feira Santa.
A treva invade o obscuro orbe terrestre.
No Vaticano, em grupos prosternados,
Com as longas fardas rubras, os soldados
Guardam o corpo do Divino Mestre.
Como as estalactites da caverna,
Cai no silêncio da Cidade Eterna
A água da chuva em largos fios grossos...
De Jesus Cristo resta unicamente
Um esqueleto; e a gente, vendo-o, a gente
Sente vontade de abraçar-lhe os ossos!
Não há ninguém na estrada da Ripetta.
Dentro da Igreja de São Pedro, quieta,
As luzes funerais arquejam fracas...
O vento entoa cânticos de morte.
Roma estremece! Além, num rumor forte,
Recomeça o barulho das matracas.
A desagregação da minha idéia Aumenta.
Como as chagas da morféa
O medo, o desalento e o desconforto
Paralisam-se os círculos motores.
Na Eternidade, os ventos gemedores
Estão dizendo que Jesus é morto!
Não! Jesus não morreu! Vive na serra
Da Borborema, no ar de minha terra,
Na molécula e no átomo... Resume
A espiritualidade da matéria
E ele é que embala o corpo da miséria
E faz da cloaca uma urna de perfume.
Na agonia de tantos pesadelos
Uma dor bruta puxa-me os cabelos, Desperto.
É tão vazia a minha vida!
No pensamento desconexo e falho
Trago as cartas confusas de um baralho
E um pedaço de cera derretida!
Dorme a casa. O céu dorme. A árvore dorme.
Eu, somente eu, com a minha dor enorme
Os olhos ensangüento na vigília!
E observo, enquanto o horror me corta a fala,
O aspecto sepulcral da austera sala
E a impassibilidade da mobília.
Meu coração, corno um cristal, se quebre
O termômetro negue minha febre,
Torne-se gelo o sangue que me abrasa,
E eu me converta na cegonha triste
Que das ruínas duma casa assiste
Ao desmoronamento de outra casa!
Ao terminar este sentido poema
Onde vazei a minha dor suprema
Tenho os olhos em lágrimas imersos...
Rola-me na cabeça o cérebro oco.
Por ventura, meu Deus, estarei louco?!
Daqui por diante não farei mais versos.






