sexta-feira, maio 06, 2005

Texto pelo texto e através do texto.

Esse texto eu escrevi pra ALINE MAGALHÃES minha migona....


"A glória é tanto mais tardia quanto mais duradoura há de ser, porque todo fruto delicioso amadurece lentamente."(Arthur Schopenhauer)

Não vem de pouco tempo o meu interesse por escrever, por sonhar, por ser. Muitas pessoas ficam perguntando coisas como: “Foi você mesmo que escreveu isso?”, ou como “De onde tira inspiração pra escrever tanto?”. Bem se as pessoas estão assim me elogiando pela minha retórica ou se são falsos elogios, não sei dizer nem pretendo adentrar neste assunto.
O objetivo deste texto é ser a metalinguagem pura. Ajudar, ou tentar pelo menos, as pessoas a escreverem mais e melhor.
O melhor meio para se começar um texto é começando. Bem muitos vão dizer, que ridículo, sempre se começa pelo princípio, ai está um erro e uma verdade – depende do ponto de vista, muitos autores iniciam histórias pelo seu fim, mas ainda assim o fim é o inicio. Tente jogar ao papel tudo o que sente em uma poesia, tudo o que pensa se for uma dissertação.
O importante é nunca deixar de ser livre, crie teu estilo. Aprenda a organizar os sentimentos e as idéias no papel. Tente, descubra-se.
Entenda o que te impulsiona a escrever, não importa qual for o motivo – notas, mãe, professores, nada importa além de que estejas escrevendo o que realmente deseja. É claro que isto não deve ser mal interpretado, tu deves, leitor, entender que não és tu quem dita as regras. Mas você deve fazer tudo para que lhe saia o mais agradável possível.
Um grande segredo: se conheceres teu corretor, no caso do colégio, por exemplo, faça-o pensar que tudo o que escreves é realmente o que ele pensa, deixe-o se sentir pleno, você deve fazer com que a tua opinião seja a dele, mesmo sem que ela seja.
Para isso, use de argumentos fortes, implacáveis. Para tanto, utilize a retórica filosófica, leia Platão, Sócrates, Schopenhauer. Ou mesmo se você sabe quão privado é a mente do teu corretor utilize-se de sofismas baratas. Mas não o subestime, jamais. Ele viveu mais que você e provavelmente já utilizou isto com seus professores (mestres do mestre).
Se não conheceres teu corretor, caso de um vestibular, por exemplo, ai não há escapatória, deve pensar, escrever, escrever de maneira que você mesmo não acreditando naquilo que escreve se convence de que aquilo é o certo.
E garanto-o, quanto mais se escreve, mais tens vontade de escrever, mais estilo e técnica você adquire. Nada intelectual se aprende de forma inata, tudo deve ser desenvolvido de maneira empírica, para que assim alcances a plenitude.
Leia sempre. Sempre leia. Não importa o que ler, é claro que não devemos comparar um Jornal de botequim com um Casimiro, ou Byron, ou Shakespeare, ou mesmo o grande e exaltado Camões que nunca me atraiu, sempre preferi coisas mais sórdidas, mundanas, terrenas, humanas. Casimiro, Álvares de Azevedo, Byron, HP Lovercraft, Bocage, Antero de Quental, é claro que do humanismo terreno chega-se a plenitude transcendental, que é um de meus assuntos prediletos.
Concluindo, deve-se ler, e escrever, sempre e sempre, para que enfim, se consiga avançar, aprenda a distinguir idéias, e sentimentos, a posicioná-los de maneira estratégica, a fim de que tenha melhor resultado em tua empreitada. Escreva sempre , pois só escrevendo conseguira escrever. E para finalizar digo: Pois, escreva sempre, só escrevendo conseguira ,pois, escrever. Não ligue gosto de “pois” é meu estilo...

Abraços fraternos, Dominus Eternus

segunda-feira, maio 02, 2005

Uno, pois, perfeito. Perfeito , pois, sincrético

Não quero ser sintético
Mas, sim, sincrético
Uno, pois, desejo ser
Ninguém há de me entender

Quero ver-me desunido
Finalmente ungido
Como um morto tépido
Nostálgico, e talvez incerto

Que plenitude! Magnitude.
Certezas absolutas,
Vamos exaltar a tergiversação
Rodeios, motes e glosas confusas
Métricas intertas
Paradoxos, antiteses, hipérboles
Vamos ouvir o som da morte
Através da incerteza do profeta

Ver o céu escuro,
Sentir a morbidez da vida
A felicidade da morte
Viver a santa sacanagem
Deixe a liberdade e entenda de libertinagem

Sexo sem amor
Amor só com sexo
Vamos assistir aos enfermos
Sem assisti-los de maneira alguma

Compreenda o poder do frívolo vento
Da morte, do morto
Do todo, de tudo
De Deus, de nós...


Por Dominus Eternus


Pra kem naum sabe Dominus Eternos é meu pseudonimo...