Ao infinito cósmico respondo
Que ao inferno se vão todos os hediondos
E quanto mal puder fazer farei
E os tormentos todos lhes trarei
E, as chamas das tétricas friezas
Trará o mar de todas as incertezas
Tornando-se tristeza e mal e dor
E o amor de fogo queima em horror
O frio lhe queimará sua a fronte
Como a brasa lhe marcará a mão
Não adianta mais chorar no monte
Realmente, perdeu tua alma irmão
Não respeitou a tábua de Salomão
Morrerás todo o momento de vida
Verás a si mesmo em chamas, sentidas
Pela alma cadavérica sem pão
À lama da criação retornarás
Vindicta, sagrada alma, satânico
O ultimo enterro das quimeras
Bem vindo ao inferno messiânico
O rubro sangue trará a tua vida
As chamas do teu eterno abismo
Se não compreendes tua partida
Viverá sem teu sentimentalismo
Fatalmente o sol fulgirá no inferno
E verá que o teu demônio grita
Não implores nem mesmo à Guita
Pois teu advogado tá sem terno
E não existe mais meio termo
Não há vida que não será destruída
Do céu em breu, verás o ermo
Através da estrela já caída
O ultimo lúcido ficará mal
E acredites o mar será só sal
E iniciar-se-á o mal final
E ao mal restará todo o ideal
Versos tolos não mostram como é.
Aquilo que tenho de mostrar a ti
Infeliz, triste infeliz sem fé
E, acredite nada te omiti
domingo, setembro 18, 2005
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