domingo, setembro 18, 2005

Decassilabos

Ao infinito cósmico respondo
Que ao inferno se vão todos os hediondos
E quanto mal puder fazer farei
E os tormentos todos lhes trarei

E, as chamas das tétricas friezas
Trará o mar de todas as incertezas
Tornando-se tristeza e mal e dor
E o amor de fogo queima em horror

O frio lhe queimará sua a fronte
Como a brasa lhe marcará a mão
Não adianta mais chorar no monte
Realmente, perdeu tua alma irmão

Não respeitou a tábua de Salomão
Morrerás todo o momento de vida
Verás a si mesmo em chamas, sentidas
Pela alma cadavérica sem pão

À lama da criação retornarás
Vindicta, sagrada alma, satânico
O ultimo enterro das quimeras
Bem vindo ao inferno messiânico

O rubro sangue trará a tua vida
As chamas do teu eterno abismo
Se não compreendes tua partida
Viverá sem teu sentimentalismo

Fatalmente o sol fulgirá no inferno
E verá que o teu demônio grita
Não implores nem mesmo à Guita
Pois teu advogado tá sem terno

E não existe mais meio termo
Não há vida que não será destruída
Do céu em breu, verás o ermo
Através da estrela já caída

O ultimo lúcido ficará mal
E acredites o mar será só sal
E iniciar-se-á o mal final
E ao mal restará todo o ideal

Versos tolos não mostram como é.
Aquilo que tenho de mostrar a ti
Infeliz, triste infeliz sem fé
E, acredite nada te omiti