sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Crescimento ou decrescimento, pulos e pulos, passos e passos.

Com o tempo e o espaço pouco a pouco

Transformei-me na antítese de minha síntese

Antes criança, e quantitativamente cresci

Até que tornei meu estado crítico, e qualitativamente mudei

Subi de qualidade, de menino em homem,

Um dia de homem em velho, talvez

De velho em sábio, de sábio em palavras

De sábio em pó, de pó em lembranças

De lembranças em esquecimento

Mas neste processo dialético me perdi

E não me achei, estou no vale,

no vale onde não sei se sou criança ou homem

homem ou velho, velho ou sábio, sábio ou pó

não sei se sou lembrança ou esquecimento

Não tenho a rigidez vivida por Kant

Nem mesmo sei se ainda faço parte

Da essência de mim mesmo

Ou se parti, ou se me parti

Mas algo se mantém nestas transformações dialéticas

Algo sempre se mantém, não sei se é a criança, ou o velho,

ou o sábio (que ainda não fui) ou o sonho, ou o verso, palavra,

medo, não sei o que sou, só sei que sou

ou vou ser o contrário de mim mesmo, eu acho

talvez..., será? Não sei, nem sei mais nada.