sábado, novembro 08, 2008
Blowing in the wind
How many roads must a man walk down
Before you call him a man?
Yes, 'n' how many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand?
Yes, 'n' how many times must the cannon balls fly
Before they're forever banned?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.
How many years can a mountain exist
Before it's washed to the sea?
Yes, 'n' how many years can some people exist
Before they're allowed to be free?
Yes, 'n' how many times can a man turn his head,
And Pretend that he just doesn't see?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.
YES, 'N' how many times must a man look up
Before he can see the sky?
Yes, 'n' how many ears must one man have
Before he can hear people cry?
Yes, 'n' how many deaths will it take till he knows
That too many people have died?
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.
PS: Nao fui eu que traduzi... E NAO LI ELA... só em ingles mesmo, não eh a mesma coisa pegar uma tradução assim... tenta ler a musica original como ta ali em cima...!!!
SOPRANDO NO VENTO:
Quantas estradas precisará um homem andar
Antes que possam chamá-lo de um homem?
Sim e quantos mares precisará uma pomba branca sobrevoar
Antes que ela possa dormir na praia?
Sim e quantas vezes precisará balas de canhão voar
Até serem para sempre abandonadas?
A resposta meu amigo está soprando no vento
A resposta está soprando no vento
Quantas vezes precisará um homem olhar para cima
Até poder ver o céu?
Sim e quantos ouvidos precisará um homem ter
Até que ele possa ouvir o povo chorar?
Sim e quantas mortes custará até que ele saiba
Que gente demais já morreu?
A resposta meu amigo está soprando no vento
A resposta está soprando no vento
Quantos anos pode existir uma montanha
Antes que ela seja lavada pelo mar?
Sim e quantos anos podem algumas pessoas existir
Até que sejam permitidas a serem livres?
Sim e quantas vezes pode um homem virar sua cabeça
E fingir que ele simplesmente não ver?
A resposta meu amigo está soprando no vento
A resposta está soprando no vento
quinta-feira, setembro 11, 2008
Amigos são poucos, ao resto desejo é isso:
Amigos são poucos, ao resto desejo é isso:
Se pensa que tem amigos, pense melhor
Não chore. Não sofra. Não Ame. Seja seu pior!
Antes de acordar da ébria felicidade
Verá sinais de seu sangue pelo chão
Amigos lhe matarão! Aviso de ante mão!
Quando menos esperar, sua garganta irão cortar
Teu sangue irão verter e com teu cranio irão beber
O mais cedo que puder: Massacre-os sem piedade
Faça-os sofrer, faça-os chorar
Antes de sonhar tua lingua irão cortar!
Teus olhos irão vazar
Tua pele irão rasgar
Teu corpo vão queimar
Acabe com todos
Pois não adianta soluçar
Acabe! Destrua!
Confiança não existe!
Não confie
Não pense
Não confie
Confissão de um legista.
Qual ser que com muito medo dissecas
Tuas próprias entranhas num terrível
Breu, tornando o impossível aprazível.
Teus vermes numa dança irresistível,
Convidado dos sonhos do impossível,
Que nos sonhos num mar de prazer pecas
Como um santo que no altar defecas!
Tu que tens na necrofilia apaixonante
Da loucura dos dias sem sentido
Teu amor pela morte fulminante
Tu que tens um amor bem abatido,
Alva vítima dum beijo galante
Ame a morta qual verdadeiro amante!
domingo, julho 27, 2008
From the pencil to the keyboard
As ultimas postagens haviam sido escritas a mão, e depois passadas "à limpo" no computador, agora irei tentar postar diretamente do teclado.
Deve dar mais dinamismo... (Será),
" from (Rascunho)
Timidez
O olhar tremulo, não é sua primeira vez pensa firmemente tentando se convencer da sua experiência, e assim não fazer nada de errado. Tremeu ao por as mãos no corpo frio. Cada toque era uma nova sensação, parecia sussurrar, gemidos, barulhos, ora intensos ora mais calmos, intercalando movimentos rápidos e devagar. Já estava se soltando, é óbvio que cada vez é uma nova vez... Uma nova experiência, mas a prática muda completamente o desempenho, não é mesmo?
O corpo já está quente, a mão desliza mais rápido, não são estranhos, são cúmplices novamente...
E após um tempo... Êxtase, fim da postagem, já cansei de tocar meu teclado para vocês lerem este texto.
Por: Flavio S. Truzzi
quinta-feira, julho 24, 2008
Viajante das Palavras
Nos meus olhos de menino,
Amargo a paz ansiando a tristeza!
Quero ser poeta! E não vou por ai
Vou por aqui, onde devaneio
perdido em risos
Eu vou por aqui!
Não és louco pobre criança
Mal sabe ler e queres ser poeta
Do jeito que corres devias ser atleta!
Me a atiro se me obrigarem a ser atleta!
Quero ser poeta! Sou poeta!
Atleta das letras!
Mergulho já disse, não me venha com certezas!
Retiro-me daqui à metafísica
Pouco depois, estou aqui
Ei! Não acredito, não me amole!
Saíste à metafísica?
Isto é real!
Não acredita, sei do coelho,
Criança, acorde, ainda falo com você
Eu fui, eu fui!
E para onde?
O Cortiço!
És mais louco que pensavas
Viajarei e das abelhas comerei as favas!
Sou livre, sou humano!
HUMANITAS! Grita um velho barbado
Me olhando de lado
Droga, estou aqui outra vez
Vendo-te velho, morto
Sem vida, trancafiado em sua segurança
Não responda! Sou criança
Sou navegante sem porto
Sou poeta! Sou vivo, sou torto!
E se choro é por ser triste!
O poeta tem de ser triste! Tudo tende!
Como, zangado, o comediante!
Sou livre, hei de seguir adiante!
Viajarei! Navegarei nas esperanças
e anseios! ANSEIOS!
Não me acostumo a esta lama de esfera!
Não tenho ingratidão, sou pantera
E o sonho é meu companheiro inseparável
Posso ir ao infinito, este é meu amor!
E somente a ele sou atento!
Sempre! Tanto!
O meu pesar é meu contentamento
Não me canso de intertextos
Minha glória é a viajem!
Ando nas cartas sem postagem,
sem destino
De texto em Texto
Não leio, eu crio!
À Fusão!!
Deliraste criança tola!
Que diabos a fusão?
Dos metais meu engenheiro?
Só engenho! Não engenharias!
Somente a matemática da palavra
A lógica de minha dialética,
À Sinestesia!
Vivo a confusão
dos prazeres! Dos prazeres da cabeça
A neurologia da semântica!
Sem sintaxes!
Eu ouvi neurologia?
Irás a Medicina
Sejas médico ou paciente!
Não serei médico
senão dos sentimentos
Psicólogo! Psicologia!
Sou ciente!
Cliente dos livros e sonhos
E advogarei meu direito de ser!
São Francisco! Ao Direito!
Sou criança, poeta,
hei de espalhar meu canto!
Tenho o direito de sê-lo
ouviu bem!?
E quando o sangue me jorrar
aos pulmões, serei pleno!
com direito a tuberculose
como todo bom romântico
E quando meu ômega
chegar me escreverei!
Serei Eterno!
Motorista?
Dirigirei meus leitores à loucura!
A boa loucura!
A liberdade
Serão como eu!
Não terão idade
Livres, sendo eles poetas
Atletas, engenheiros, médicos
Psicólogos, advogados,
Motoristas!
Deixe que sejam livres! Que guiem suas vidas
Sou Poeta, vivo, torto!
Sou viajante sem porto
Sou Poeta, sou louco!
Vou ao infinito
Aos sonhos das palavras!
Por: Flávio S. Truzzi
Politicamente Triste
Pensando e vivendo: eu não sou perfeito
Sob meus olhos quase tudo é mal-feito
Eu sou triste, para eles, sou vago
Eu sou triste por não lhes dar afago
Opinam minha vida: acham que a estrago
Não têm conceito, mas me poem defeito
Não satisfeito, não respeito, rejeito
E ao sentir a brisa amiga e fresca
Tenho medo de lhes amedrontar
Botar-lhes pra pensar, idéia burlesca
Sei sua capacidade de pensar
Pouco assimilar, não tente prender
Sou livre,minha alma só sabe ser.
quarta-feira, julho 23, 2008
Carpinteiro Romântico
Divido o suor com teu corpo belo
Dum segredo, suspiro o nosso elo
Multiplicam-se os sonhos ao lhe ter
Integro os espasmos e martelo
E em sua carne eu hei de ser
feliz eternamente ao beber
Do suor amargo, sublime elo
Multiplico os espasmos e aproveito
Do teu seio que me inebria
Sobre ti deito, ofegante deleito
Cansados ao saber: sexo é magia
Agora o silencio eterno dos amantes
A madeira virgem nova adornante.
Por: Flavio S. Truzzi
terça-feira, julho 22, 2008
Auto-Inquisição
Sou eu quem busca a minha sentença
A punição pela minha crença ou descrença
Talvez seja eu o algoz maligno
O Ateu Cristão que esqueceu seu signo
Suor que escorre pela minha testa tensa...
Preocupação do homem digno
Do louco meio confuso e indigno
Da paz de espírito e saúde densa
Condenado por meus pensamentos tontos
Os meus sonhos lúgubres, tristonhos
Abrir meu peito e entregar meus pontos
Em pesar e lágrimas meus sonhos
Poucos os poemas e menos contos
Confuso, perdido, culpado. Ponto.
Por: Flavio S. Truzzi
domingo, julho 13, 2008
Cântico Negro
"Vem por aqui" - dizem me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasgei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha LOUCURA!
Levanto-a como uma facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio
