Não tenho ironias nem cansaços
Nos meus olhos de menino,
Amargo a paz ansiando a tristeza!
Quero ser poeta! E não vou por ai
Vou por aqui, onde devaneio
perdido em risos
Eu vou por aqui!
Não és louco pobre criança
Mal sabe ler e queres ser poeta
Do jeito que corres devias ser atleta!
Me a atiro se me obrigarem a ser atleta!
Quero ser poeta! Sou poeta!
Atleta das letras!
Mergulho já disse, não me venha com certezas!
Retiro-me daqui à metafísica
Pouco depois, estou aqui
Ei! Não acredito, não me amole!
Saíste à metafísica?
Isto é real!
Não acredita, sei do coelho,
Criança, acorde, ainda falo com você
Eu fui, eu fui!
E para onde?
O Cortiço!
És mais louco que pensavas
Viajarei e das abelhas comerei as favas!
Sou livre, sou humano!
HUMANITAS! Grita um velho barbado
Me olhando de lado
Droga, estou aqui outra vez
Vendo-te velho, morto
Sem vida, trancafiado em sua segurança
Não responda! Sou criança
Sou navegante sem porto
Sou poeta! Sou vivo, sou torto!
E se choro é por ser triste!
O poeta tem de ser triste! Tudo tende!
Como, zangado, o comediante!
Sou livre, hei de seguir adiante!
Viajarei! Navegarei nas esperanças
e anseios! ANSEIOS!
Não me acostumo a esta lama de esfera!
Não tenho ingratidão, sou pantera
E o sonho é meu companheiro inseparável
Posso ir ao infinito, este é meu amor!
E somente a ele sou atento!
Sempre! Tanto!
O meu pesar é meu contentamento
Não me canso de intertextos
Minha glória é a viajem!
Ando nas cartas sem postagem,
sem destino
De texto em Texto
Não leio, eu crio!
À Fusão!!
Deliraste criança tola!
Que diabos a fusão?
Dos metais meu engenheiro?
Só engenho! Não engenharias!
Somente a matemática da palavra
A lógica de minha dialética,
À Sinestesia!
Vivo a confusão
dos prazeres! Dos prazeres da cabeça
A neurologia da semântica!
Sem sintaxes!
Eu ouvi neurologia?
Irás a Medicina
Sejas médico ou paciente!
Não serei médico
senão dos sentimentos
Psicólogo! Psicologia!
Sou ciente!
Cliente dos livros e sonhos
E advogarei meu direito de ser!
São Francisco! Ao Direito!
Sou criança, poeta,
hei de espalhar meu canto!
Tenho o direito de sê-lo
ouviu bem!?
E quando o sangue me jorrar
aos pulmões, serei pleno!
com direito a tuberculose
como todo bom romântico
E quando meu ômega
chegar me escreverei!
Serei Eterno!
Motorista?
Dirigirei meus leitores à loucura!
A boa loucura!
A liberdade
Serão como eu!
Não terão idade
Livres, sendo eles poetas
Atletas, engenheiros, médicos
Psicólogos, advogados,
Motoristas!
Deixe que sejam livres! Que guiem suas vidas
Sou Poeta, vivo, torto!
Sou viajante sem porto
Sou Poeta, sou louco!
Vou ao infinito
Aos sonhos das palavras!
Por: Flávio S. Truzzi
quinta-feira, julho 24, 2008
Politicamente Triste
Sob os olhos alheios eu vago
Pensando e vivendo: eu não sou perfeito
Sob meus olhos quase tudo é mal-feito
Eu sou triste, para eles, sou vago
Eu sou triste por não lhes dar afago
Opinam minha vida: acham que a estrago
Não têm conceito, mas me poem defeito
Não satisfeito, não respeito, rejeito
E ao sentir a brisa amiga e fresca
Tenho medo de lhes amedrontar
Botar-lhes pra pensar, idéia burlesca
Sei sua capacidade de pensar
Pouco assimilar, não tente prender
Sou livre,minha alma só sabe ser.
Pensando e vivendo: eu não sou perfeito
Sob meus olhos quase tudo é mal-feito
Eu sou triste, para eles, sou vago
Eu sou triste por não lhes dar afago
Opinam minha vida: acham que a estrago
Não têm conceito, mas me poem defeito
Não satisfeito, não respeito, rejeito
E ao sentir a brisa amiga e fresca
Tenho medo de lhes amedrontar
Botar-lhes pra pensar, idéia burlesca
Sei sua capacidade de pensar
Pouco assimilar, não tente prender
Sou livre,minha alma só sabe ser.
quarta-feira, julho 23, 2008
Carpinteiro Romântico
Derivo das curvas o meu prazer
Divido o suor com teu corpo belo
Dum segredo, suspiro o nosso elo
Multiplicam-se os sonhos ao lhe ter
Integro os espasmos e martelo
E em sua carne eu hei de ser
feliz eternamente ao beber
Do suor amargo, sublime elo
Multiplico os espasmos e aproveito
Do teu seio que me inebria
Sobre ti deito, ofegante deleito
Cansados ao saber: sexo é magia
Agora o silencio eterno dos amantes
A madeira virgem nova adornante.
Por: Flavio S. Truzzi
Divido o suor com teu corpo belo
Dum segredo, suspiro o nosso elo
Multiplicam-se os sonhos ao lhe ter
Integro os espasmos e martelo
E em sua carne eu hei de ser
feliz eternamente ao beber
Do suor amargo, sublime elo
Multiplico os espasmos e aproveito
Do teu seio que me inebria
Sobre ti deito, ofegante deleito
Cansados ao saber: sexo é magia
Agora o silencio eterno dos amantes
A madeira virgem nova adornante.
Por: Flavio S. Truzzi
terça-feira, julho 22, 2008
Auto-Inquisição
Auto-Inquisição
Sou eu quem busca a minha sentença
A punição pela minha crença ou descrença
Talvez seja eu o algoz maligno
O Ateu Cristão que esqueceu seu signo
Suor que escorre pela minha testa tensa...
Preocupação do homem digno
Do louco meio confuso e indigno
Da paz de espírito e saúde densa
Condenado por meus pensamentos tontos
Os meus sonhos lúgubres, tristonhos
Abrir meu peito e entregar meus pontos
Em pesar e lágrimas meus sonhos
Poucos os poemas e menos contos
Confuso, perdido, culpado. Ponto.
Por: Flavio S. Truzzi
Sou eu quem busca a minha sentença
A punição pela minha crença ou descrença
Talvez seja eu o algoz maligno
O Ateu Cristão que esqueceu seu signo
Suor que escorre pela minha testa tensa...
Preocupação do homem digno
Do louco meio confuso e indigno
Da paz de espírito e saúde densa
Condenado por meus pensamentos tontos
Os meus sonhos lúgubres, tristonhos
Abrir meu peito e entregar meus pontos
Em pesar e lágrimas meus sonhos
Poucos os poemas e menos contos
Confuso, perdido, culpado. Ponto.
Por: Flavio S. Truzzi
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