sábado, setembro 26, 2009

Vida vindoura eterna solidão
amores sem sentido enfim, paixão
o meu pranto e o meu riso são teus
amores, sentimentos seus meus...

Da alcolica justa lembrança eterna
dos sem fins pensamentos entendidos
amo, sem fim, eternamente eterna
os sentimentos agudamente sentidos

perdeu-se a metrica , desilusão
felizmente o sentido fica
continuo a dizer! amor diga

amar perdido em sonhos,
amar perdido em frases
poemas vãos sem metrica e rima...

foi-se o soneto
o que será que fica?

domingo, janeiro 04, 2009

Soneto da Desilusão


Com a permissão de Dom Casmurro fiei estes versos vadios...

 

Soneto da Desilusão

 

Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!                      

Oh! Vida inteiramente de amargura                                

Oh! Justiça que abranda os malefícios               

Oh! Direito pérfido dos ofícios!                                        

 

Branda a espada e abra a sutura                         

O sangue e a dor, pureza, me inebrio   

As Almas perdidas, frias e duras                         

Batalhas pelo amor sombrio e esguio!               

 

E nessa sagaz luta de Afrodite                                        

Amo e sangro e Vôo! Acredite!                                        

Nos devaneios sem fim, sou Arlequim                

 

Colombina se entregou, não a mim                          

Sou Pierrô debaixo dessa mortalha!                               

Ganha-se a vida, perde-se a batalha!                 


 

 Flavio Sales Truzzi

 

sábado, janeiro 03, 2009

foi-se o dia, o amor, o contentamento
foi-se tudo, até meus sentimentos
E no último devaneio agonizante
Sofrer o meu pesar a todo instante

Disse que a minha vida é sofrimento
E que só a morte é a constante
Nesse vento de desilusão, e tento
amar o ódio, e assim me contento

Queria ter beijado a sua boca
Sentido todo prazer do sonho
Agonizar o coração tristonho

Queria ter pensado a morte louca
Sentido ela chegar, a morte linda
Suspirar e morrer, mas não ainda

pirunga