sábado, abril 09, 2005

Mundo de Tahámis parte 2

Bem aqui continua o conto....

Conto da velha

A tradição conta que certa vez uma velha, ainda, não insana, contando a seus netos sobre os monstros que assolavam a floresta, cerca de quatro léguas de distância, sobre os atos repugnantes, seus modos de vida.
Diz-se que no dia seguinte os jovens, que se pensavam guerreiros e cavaleiros todos pobres tolos, como tu es pobre neófito, os três seguiram para a floresta no cair da tarde do solstício de verão, quando exatamente a grande mãe lua reinava inteira sobre os céus e Pan havia descido a Terra para receber seus sacrifícios e honras.
Ao adentrarem a floresta, viram pegadas, pegadas grandes que lhes pareciam cachorros, um bando, que havia adentrado às matas havia pouco tempo. Na esperança de serem cachorros, os jovens confiantes e megalomaníacos, crentes em Tayk, deus de sua casta, entraram mata adentro, no começo era bem visível, porém a mata ficou cada vez mais densa, quando nada além de meio metro se via, isto apenas graças a grande mãe que com toda força de seu sangue iluminava a noite enquanto ainda era donzela, e a luz emanada dela atravessava a copa das gigantescas e aterrorizantes árvores.
Foram confiantes até que os uivos cortaram o ar e seus espíritos, tentaram voltar, porém a trilha já havia sido perdida há alguns quartos de hora, tinham duas opções, ou esperavam no lugar o sol chegar e terem de esperar que os lobos não achassem seus rastros, ou então seguir em frente e tentar achar a trilha.
Enquanto discutiam essa questão, foram cercados, não por lobos, mas sim, por wargs, cheios de sangue em seus olhos. Os wargs eram como lobos que tinham algumas feições humanas, não eram como lobisomens que só transformam-se em lua cheia, eram assim todo os tempo, animais, monstros; possuíam uma densa penugem roxa, dentes do tamanho de um palmo, andavam tanto como bípedes tanto como quadrúpedes, cada qual dos sete a sua maneira.
Por milagre não dilaceraram suas almas a li mesmo. Apenas os guiaram a uma clareira, onde uma chama alta ardia no centro todo ladeado de pedras, na passagem floresta-clareira haviam à mostra crânios humanos e de outros animais. Cadeiras altas como tronos, onde três seres sentavam com toda a rudez de linho negro que tapavam seus rotos, o do centro era o menos humano possível, tinha cascos de bode, sua mão era horrenda, de uma cor escura e indefinível, os que estavam a seu lado, pareciam velhos, porém mais humanos, mas ainda sim sem perder jamais as feições horripilantes.
O canto dos wargs foi cortado e obedecido com a firmeza da mão do ser que sentava ao lado esquerdo do “ser bode”, proferiram-se estas palavras por uma boca rugosa e disforme:
____ Quat Yah Rudah sarut ins tou elset! – isto mesmo sem imaginar o que significava estremeceu os corações dos jovens, as palavras significam: “ao centro, tragam-nos para o sacrifício”.
O altar de pedra estava perto do fogo, os jovens foram todos amarrados ao profano altar. Viam-se com medo e receio de que se não tivessem aquela tarde ouvido sobre a floresta a curiosidade não lhes ia aflorar a pele e não se sentiriam obrigados a ir para floresta.
Quando aquele sacerdote revelou seu rosto, já era tarde, a velha, suas avó. O athame profano já rasgava o ar e os corações de cada jovem. Era ela uma sacerdotisa de Pan e persuadio os jovens para irem a floresta lá sacrifica-los a seu deus macabro e profano.
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Bem não percam proxima postagem vai ser um
tratado sobre o bem e o mal, e você pode ajudar-me
a fazer algo bom....

Dark Bush...
Postado Por Pirunga

terça-feira, abril 05, 2005

Terça....

Bem, hoje não aconteceu nada de muito especial... Tivemos uma super aula “Faça o que eu digo, não faça o que fiz” do professor Guilherme sobre métodos anticoncepcionais o cara tem uma habilidade incrível para tornar tudo, mesmo coisas da mais alta seriedade em fatos engraçados. Ah vi a Bruna e a Meliane, hehe, bem não foi muita conversa mais... Bruna ti adoru hehe amiga legal..., e Meliane também curto vc pra karamba (msm conhecendo a pouco tempo) vc é linda, álias vc e a Bruna são d+, adorei vcs, Ahhh Mariana (Cuiabá) te adoro muito também, pra quem não conhece ela é muito muito muito legal e bonita, mesmo esta não concordando com coisas que digo... Outra amiga minha assim é Isabela Forte, não sei se ela apenas me suporta ou gosta de conversar comigo na aula, acho que encho muito seu saco... kkk é comédia, nossa a aula da marcião... tb!
A tarde durmi, treinei um poko de composição, unindo melodia e harmonia, é até interessante os modos gregos e talz.... Depois fui no Gustavo malhar... é nós (Gustavo, João Paulo, Fernando Baio e eu) vamos lá cada coisa é de uma pessoa, a mesa é do Gustavo, a barra é do João e as anilhas são minhas e uma barra também é minha... Vi o flog da mah (www.flogao.com.br/maycabrini) e to aqui, acabei de chegar... ainda não jantei mas não to com muita fome.... t+.....

domingo, abril 03, 2005

.....

Hoje o Papa morreu.... Uma gigantesca perda da Humanidade, indo para assuntos mais importantes.

Foi aniversário da Aline... (VodKa VoDkA) ... lá foi até interessante... mas o legal foi a volta, o aniversário foi em uma chácara longe da cidade uns três ou quatro quilometros... E voltamos a pé , pelo menos uma parte..., ahah aparece um doido na estrada com uma savero e subimos nela, uns 8 caras mais ou menos num lembro direito... ele vai em zigue-zague na faixa de ida, pelo menos não passava na contra mão, ahahah, nos deixou no trevo e viemos andando.... a maioria foi na casa da aline ainda - a outra aline a japa - bem não fiquei por lá subi uma esquina e entrei em casa, ahah e eu ia durmir na casa de outro muleque! ehehaaha

FLows!>!

segunda-feira, março 28, 2005

Dia extremo....

Bem hoje, o dia foi repleto de extremos... Seria um ótimo dia se não fosse o Caio, mas não gosto de falar de viado, então outra, Carlos, professor de Geografia cristão fanático que não consegue entender que a moral é não vem da religião, além disso diz que por minha opnião religiosa ser diferente da opinião dele diz que não entendo da igreja católica e diz categóricamente que minha cultura é feita na base da internet... Ridículo.... Ensina de um modo todo religioso... Bem, parece-me que ele não sabe que o Brasil é um país laico, ou seja, não importa tua religião a lei é igual - Dura Lex, sed Lex -.

Não consigo entender que uma pessoa tão boa em certa área pode ser tão ignorante em outra...

Pensei em escrever algo mais importante hoje, algo realmente que pudesse mudar as vidas das pessoas... mas como não tive esse poder, vou postar alguns contos que escrevi, aliás hoje , um, apenas, a introdução....

Sejam bem vindos ao mundo de Tahámis...

Parte I

Bem vindo à Tahámis

Bem vindos à Tahámis, um paraíso diferente, onde tanto criaturas horrendas como homens vivem em total desarmonia, onde a lua é sempre cheia e obscura, onde o sol queima, onde todos os dias um rio de sangue é derramado.
Cemitérios contrastam com pântanos fétidos, pútridos, onde paz não existe. Demônios e anjos são ambos maus, seu desejo é poder controlar a vida, não há um deus justo, dentre os vários que existem, são todos cruéis e querem somente uma coisa: sangue.
Não adianta se esconder, você não pode pensar que ao pensar pode ser livre pois na realidade não o é. Tudo o que fazes criança é controlado, nem mesmo a morte traz paz, quando se morre sua alma tende fugir dos anjos e demônios, deuses e semi-deuses, magos e sacerdotes que querem-na para aumentar seu poder.
Aqui tudo é terreno, tudo é material, o espiritual existe, contudo, poucos são os que conseguem neste inferno manterem-se sãos, os que conseguem a maioria das vezes morrem ou quando conseguem ver a real situação do mundo simplesmente suicidam-se pensando que conseguirão paz, mas jamais, nunca.
A água é escassa, há muitos rios e lagos, porém em maioria são todos ácidos ou impróprios para se beber.
De dia, o sol queima com uma temperatura que vária entre 43ºC e 59ºC. De noite, varia entre -5ºC e 10ºC.
Humanos desfigurados, orcs, elfos negros, thralls, gnolls, e hobbits são as criaturas que mais atormentam o lugar, cada qual ao seu modo, cada qual com seu próprio modo de sacrifício, mas em uma coisa não divergem, todos são maus; não adianta confiar neles ou em qualquer coisa, cuide de sua sombra, ou ela mesma pode lhe tirar a vida.
Muitas vezes para sobreviver os animais acima comem uns ao outros, em um canibalismo insano, muitas vezes é necessário recorrer à carniças de animais nojentos que habitam os pântanos.

sexta-feira, março 25, 2005

Algo que fiz hoje, não reparem se não gostar... sei lah... ahahah eh algo que saiu de mim.....

Visão real da vida

Vejo o vento acariciando as folhas
Sinto a liberdade inexistente
Vejo a vida, tudo inconseqüente
E o derradeiro filho da vida
Sente que o sol brilha às batalhas

E o cavaleiro da morte luta
Qual demônio, encerre a disputa
Ora onde estou eu nessa matança
Me perdi por’entre minha’ndança
Sou o nada, porém sou o todo

O amor e a vida estão gastos
Até a morte, outra face da bela estrela
Vê que no fim da longa jornada
Estão os sonhos, toda destroçada
A vida, a dor e o amor foram-se
Embora, embora que a dor ainda seja sentida

A saudade da nostálgica aurora
O alvorecer de cada batalha
A luz tomou-me a mente
E repito, tudo inconseqüente
Onde pode estar a nostálgica aurora

Dane-se à metafísica, morto
Parta para a inexistência
O que é Deus sem a ciência
Deite sobre o fio da navalha
E desperte sob uma mortalha

Cansei-me da beleza poética de Camões
Álvaro de Azevedo é melhor para mim
Não receie a morte do desconhecido
Não tema o desconhecido
Quem sabes, tu não és o guardião de Hermes

Levante os olhos e veja a lua cheia
Levantando-se para reinar enquanto tua raça chora
Ora, onde estas você, defenda-te
A vida não pode-lhe tirar a morte
Apenas a morte pode lhe tirar a vida

Brinque com a loucura
Não seja outra abelha
Nem se quer outra ovelha
Vista-se de cordeiro e viva lobo infame
Brilhe sua luz, apague o que te cerca

Ora, onde foi parar a métrica
Se foi com a ampliação de meu sentido
Foi-se, extinguiu-se como quem
Vai para não voltar
Finalmente estou liberto

Não deixe levar-te a filha
Protege tua raça, tua casta
Seja uno, pois não pode ser trino
Diga não ao despotismo
E cria a ditadura da liberdade

Nem mesmo o maior obreiro
Conseguirá fazer com que a vida
Não lhe açoite em 1º de janeiro
Devemo-nos libertar dessa maldição
A fim de que só ganhemos com a idade
Devemos cicatrizar, e estancar o sangue da chibata

Humanitas! Onde estás?
Não te vejo em mim
Não me espelho em ti
Não sou anal a ti
Humanitas, onde estou?

Talvez Borba esqueceu de
Humanitas destruiu Humanitas
E criou-se o princípio do fim da criação
Onde está a lógica disto?
Está na dualidade do ser, todos devemos morrer

Expanda-me ao infinito
Onde tudo é finito
Onde tudo já foi escrito
Antes mesmo de ser dito
Leve-me ao infinito para ser feito

Esqueça-se da vida
Esqueça-se da morte
Esqueça da existência
Crie tua ciência
Não ligue se estás vivo ou morto

Absorva-te, crie-se
“Há um tempo para viver
Há um tempo para morrer
É o hora de encontrar o criador” 1
Morra e tenha medo da morte

Ou viva e tenha medo da vida
Tenha medo ou não existirás
Esta é a fatalidade da vida
Ou da morte, quem sabe
Qual face da existência estamos.... se estamos

Flávio Sales Truzzi

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1 - Um pedaço adaptado de uma música do Iron Maiden

quinta-feira, março 24, 2005

Princípio

Bem, aqui estou eu em frente ao meu computador, Flávio, mas sou Pirunga, antes de tudo. Digo que aqui , neste blog, serão postados assuntos dos mais variados tipos, desde filosofia e física à hermetismo e ordens.
Sou um curioso nato. E tudo o que é Sophia me interessa. Sou então um filósofo, e não um sofista. Mas o que isto tem a ver com o assunto de hoje... Nada.... Encerro esta digressão queridos leitores. E, para começar bem:


Poema Negro - Augusto Dos Anjos

Para iludir minha desgraça, estudo.
Intimamente sei que não me iludo.
Para onde vou (o mundo inteiro o nota)
Nos meus olhares fúnebres, carrego
A indiferença estúpida de um cego
E o ar indolente de um chinês idiota!

A passagem dos séculos me assombra.
Para onde irá correndo minha sombra
Nesse cavalo de eletricidade?!
Caminho, e a mim pergunto, na vertigem:
¿ Quem sou? Para onde vou? Qual minha origem?
E parece-me um sonho a realidade.

Em vão com o grito do meu peito impreco!
Dos brados meus ouvindo apenas o eco,
Eu torço os braços numa angústia douda
E muita vez, à meia-noite, rio
Sinistramente, vendo o verme frio
Que há de comer a minha carne toda!

É a Morte ¿ esta carnívora assanhada
¿ Serpente má de língua envenenada
Que tudo que acha no caminho, come...
¿ Faminta e atra mulher que, a 1 de janeiro,
Sai para assassinar o mundo inteiro,
E o mundo inteiro não lhe mata a fome!

Nesta sombria análise das cousas,
Corro. Arranco os cadáveres das lousas
E as suas partes podres examino. . .
Mas de repente, ouvindo um grande estrondo,
Na podridão daquele embrulho hediondo
Reconheço assombrado o meu Destino!

Surpreendo-me, sozinho, numa cova.
Então meu desvario se renova...
Como que, abrindo todos os jazigos,
A Morte, em trajos pretos e amarelos,
Levanta contra mim grandes cutelos
E as baionetas dos dragões antigos!

E quando vi que aquilo vinha vindo
Eu fui caindo como um sol caindo
De declínio em declínio; e de declínio
Em declínio, com a gula de uma fera,
Quis ver o que era, e quando vi o que era,
Vi que era pó, vi que era esterquilínio!

Chegou a tua vez, oh! Natureza!
Eu desafio agora essa grandeza,
Perante a qual meus olhos se extasiam...
Eu desafio, desta cova escura,
No histerismo danado da tortura
Todos os monstros que os teus peitos criam.

Tu não és minha mãe, velha nefasta!
Com o teu chicote frio de madrasta
Tu me açoitaste vinte e duas vezes...
Por tua causa apodreci nas cruzes,
Em que pregas os filhos que produzes
Durante os desgraçados nove meses!
Semeadora terrível de defuntos,
Contra a agressão dos teus contrastes juntos
A besta, que em mim dorme, acorda em berros
Acorda, e após gritar a última injúria,
Chocalha os dentes com medonha fúria
Como se fosse o atrito de dois ferros!

Pois bem! Chegou minha hora de vingança.
Tu mataste o meu tempo de criança
E de segunda-feira até domingo,
Amarrado no horror de tua rede,
Deste-me fogo quando eu tinha sede...
Deixa-te estar, canalha, que eu me vingo!

Súbito outra visão negra me espanta!
Estou em Roma. É Sexta-feira Santa.
A treva invade o obscuro orbe terrestre.
No Vaticano, em grupos prosternados,
Com as longas fardas rubras, os soldados
Guardam o corpo do Divino Mestre.

Como as estalactites da caverna,
Cai no silêncio da Cidade Eterna
A água da chuva em largos fios grossos...
De Jesus Cristo resta unicamente
Um esqueleto; e a gente, vendo-o, a gente
Sente vontade de abraçar-lhe os ossos!

Não há ninguém na estrada da Ripetta.
Dentro da Igreja de São Pedro, quieta,
As luzes funerais arquejam fracas...
O vento entoa cânticos de morte.
Roma estremece! Além, num rumor forte,
Recomeça o barulho das matracas.

A desagregação da minha idéia Aumenta.
Como as chagas da morféa
O medo, o desalento e o desconforto
Paralisam-se os círculos motores.
Na Eternidade, os ventos gemedores
Estão dizendo que Jesus é morto!

Não! Jesus não morreu! Vive na serra
Da Borborema, no ar de minha terra,
Na molécula e no átomo... Resume
A espiritualidade da matéria
E ele é que embala o corpo da miséria
E faz da cloaca uma urna de perfume.

Na agonia de tantos pesadelos
Uma dor bruta puxa-me os cabelos, Desperto.
É tão vazia a minha vida!
No pensamento desconexo e falho
Trago as cartas confusas de um baralho
E um pedaço de cera derretida!

Dorme a casa. O céu dorme. A árvore dorme.
Eu, somente eu, com a minha dor enorme
Os olhos ensangüento na vigília!
E observo, enquanto o horror me corta a fala,
O aspecto sepulcral da austera sala
E a impassibilidade da mobília.

Meu coração, corno um cristal, se quebre
O termômetro negue minha febre,
Torne-se gelo o sangue que me abrasa,
E eu me converta na cegonha triste
Que das ruínas duma casa assiste
Ao desmoronamento de outra casa!

Ao terminar este sentido poema
Onde vazei a minha dor suprema
Tenho os olhos em lágrimas imersos...
Rola-me na cabeça o cérebro oco.
Por ventura, meu Deus, estarei louco?!
Daqui por diante não farei mais versos.